quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

MACHO ALFA


A “grande mídia” é incrível! Consegue estar errada até mesmo quando o governo acerta. Lula, principal macho alfa da tropa, consciente disso e de que:

1. o emprego depende da necessidade de produzir – quanto maior a necessidade de produzir, maior o número de vagas de emprego;
2. a necessidade de produzir depende da existência de compradores
3. os compradores só são compradores quando consomem
4. o consumo é a chave para o emprego e a real distribuição de renda (vamos nos lembrar que não foi um bolsa família chinês que tirou 400.000.000 de pessoas da miséria naquele país nos últimos 15 anos, mas sim o muito bem aproveitado consumo norte-americano e europeu – que a sabedoria de esquerda tanto xinga de consumismo;
5. que as vendas brasileiras no mercado interno foram da ordem de 84% do total de vendas nos dois últimos anos (2006 e 2007)
6. que por conta disso, a crise em mercados compradores externos afetaria, na pior das hipóteses (hipotética, é claro), 16% de nossas vendas, motivo pelo qual os efeitos da crise no Brasil estariam mais ligados ao comportamento do mercado interno do país do que do externo;
7. que o sistema financeiro brasileiro está saudável e não seria infectado pelo vírus que iniciou toda a crise mundial;
8. que o Brasil tem comida, energia, água e commodities a la vonté

corretamente optou, dentre dois cenários incertos (o da “crise braba” e o da “marolinha”), pelo mais razoável tanto sob o aspecto econômico quanto sob o psicológico. E, diante da conhecida fragilidade da relação ‘estado de espírito-consumo-emprego’, assumiu o papel de macho alfa e tentou conduzir nós brasileiros com serenidade nesse período.

Mas é claro que no meio da tropa não poderiam faltar alguns jumentos (trocadilho com tropa, coletivo de cavalo) que, seguindo a risca o discurso internacional, papagaiaram (e continuam papagaiando) informações sem contextualizá-las com nosso cenário (ou tropicalizá-las, como gostam de dizer por aí). Quantas vezes não escutamos jornalistas (alguns até economistas) dizendo: “Imaginem se o Brasil vai ficar bem com o mundo em crise. Isso é um absurdo ! Parem de consumir, façam poupança.”. Hoje mesmo ouvi 10 minutos de propaganda eleitoral do Partido Democratas sobre a crise, em que o ápice do oportunismo típico do PT nos tempos áureos foi o conselho aos brasileiros para que poupem !! Pode haver responsabilidade num discurso de poupe-seu-dinheiro-pois-você-precisará-dele-quando-perder-o-seu-emprego-porque-o-poupou?

Bem, num país em que até a Igreja é majoritariamente de esquerda, não é difícil encontrar comportamentos assim, em especial quando eles começam a virar realidade.

INTERESSE PÚBLICO vs. DITADURA


Sabe porquê Hugobugo Chavez está mentindo descaradamente quanto às suas intenções pelo povo Venezuelano? Pelo seguinte:

1. a justificativa para a existência do Estado se apóia na necessidade de criar um espaço para a existência individual e o desenvolvimento da personalidade humana – para eu ser, preciso estabelecer uma relação entre: (i) liberdade minha e limitação dos outros e (ii) liberdade dos outros e limitação minha
2. a criação desse espaço demanda trabalho, cuja realização depende de instrumentos e de suas respectivas regras de uso, que considerados em conjunto formam o que chamamos de Estado, cujo responsável pela “mão na massa” podemos dizer ser a Administração Pública
3. a Administração Pública tem por meta (ideal), dentre outras, agir considerando sempre o grupo de homens que a legitimam
4. o que significa agir sempre em respeito ao interesse público, que deve ser supremo em relação ao interesse individual
5. para que a supremacia do interesse público não prejudique justamente a existência individual daqueles que a legitimam, essa supremacia deve, obviamente, ser limitada – é essa relação de supremacia e limite (restrição) que retrata o embate exposto acima entre: (i) liberdade minha e limitação dos outros e (ii) liberdade dos outros e limitação minha
6. a limitação da supremacia do interesse público sobre o privado está no fato da supremacia só poder existir na lei
7. o que em outras palavras significa dizer que um interesse público só é juridicamente supremo se inserido no Ordenamento Jurídico
8. se considerarmos que o Ordenamento Jurídico é composto por um conjunto de normas (em sentido amplo), dentre as quais destacamos o tipo chamado lei
9. podemos dizer que a lei é o elemento que estabelece que interesse público é realmente público e, portanto, supremo, resolvendo instrumentalmente o embate mencionado anteriormente

Dentro dessa lógica, para sabermos se estamos diante de um Estado que busca o bem público (interesse público), precisamos analisar a fonte do que qualifica algo como de interesse público: a LEI.

Se a lei, determinante do que é de interesse público (e, portanto, supremo):

1. é elaborada pelo próprio público, estamos diante de uma relação saudável e verdadeira entre (i) liberdade minha e limitação dos outros e (ii) liberdade dos outros e limitação minha – o bem público é definido pelo próprio público e sua execução está restrita a essa lógica,


2. não é elaborada pelo próprio público, como podemos dizer que o interesse que está sobrepondo o interesse do homem que só individualmente existe, legitimador da existência da própria estrutura estatal que o regula, é realmente público e não meramente o interesse de um homem (ditadura) ou de um grupo deles (oligarquia)?

Só existe instrumentação de interesse público e interesse privado nos Estados que são governados pela lei (Estado de Direito) e cujas leis são definidas pelo povo (Estado Democrático sem Ideologia Hegemônica).

Se isso é materialmente bom ou não, dependerá do povo que democraticamente escolherá o conteúdo de suas leis. O fato é que formalmente ainda não inventaram opção melhor ! E dá-lhe !

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

ÉTICA DE ESQUERDA 2


No artigo abaixo denominado “ÉTICA DE ESQUERDA” sugiro como explicação do comportamento paradoxal da esquerda que, consciente e concomitantemente, defende a ética e pratica o crime, a idéia (de esquerda, é claro) de que a finalidade por eles buscada (supostamente nobre) justificaria os meios empregados.

Em outras palavras, falhas morais, éticas e até crimes, quando cometidos pela esquerda, cuja hegemonia ideológica (Gramsci) insiste em dizer serem nobres seus ideais, podem ser “esquecidos” via relativização de valores como a vida, a liberdade, a ética, a moral, etc., momento em que atos criminosos podem ser tornar até atos nobres, românticos, justos.

Cesare Battisti é uma prova disso ! Mesmo diante:

1. de condenação por 4 homicídios em Tribunal

1.1 Constitucional (não estamos falando em uma corte criada para sua condenação)
1.2 Democrático (não estamos falando de um tribunal constitucional oriundo de uma constituição ditatorial)
1.3 em nação-mãe do direito processual civil (a Itália)

2. de comprovada filiação a grupo terrorista de esquerda (embora sua participação em atos terroristas não o seja – embora todos saibamos que ele não estava ali no grupo pregando botões)

3. de sabida manifestação do Supremo Tribunal Federal Brasileiro de que atos terroristas não constituem crime político, mesmo que o extraditando ainda não tenha sido por eles condenado: “os atos delituosos de natureza terrorista, considerados os parâmetros consagrados pela vigente Constituição da República, não se subsumem à noção de criminalidade política, pois a Lei Fundamental proclamou o repúdio ao terrorismo como um dos princípios essenciais que devem reger o Estado brasileiro em suas relações internacionais” STF – Pleno – Extradição n. 855-2, Rel. Min. Celso de Mello – Informativo STF n. 394, p. 4

4. da letra clara da Constituição Federal do Brasil, sim, a do Brasil, que em seu artigo 4º, inciso VIII, estabelece que: “A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;”, princípio que deve ser combinado aqui com a discricionariedade do chefe de Estado soberano em atender ou não a pedido de extradição;

nosso Ministro da Justiça, cujo nome precisa ser citado para que não se confunda com seu cargo – Tarso Genro, ASTUTAMENTE reconheceu Cesare Battisti como refugiado político (porque o Ministro, mesmo, não pode conceder asilo político), criando um falso impeditivo ao processo de extradição, já que: (1) o Brasil, tendo transformado em lei a Convenção de Genebra – 1951 – sobre refugiados (Lei 9474/97), qualificou juridicamente Cesare como refugiado (por motivos de perseguição política) e (2) a Constituição Federal, no artigo 5, inciso LII, estabelece que “não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião;”.

O falso impeditivo está justamente na impossibilidade de um Ministro de Estado, apoiado em lei federal, efetuar ato (declaração do refúgio político) que impeça o Chefe de Estado, apoiado na Constituição Federal, de exercer a soberania, que espero seja inspirada no artigo 4º, inciso VIII da própria Constituição, que estabelece que:

“Art. 4º. A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo”

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

VOCÊ SIMPATIZA COM O IDEAL DE ESQUERDA?

Se você simpatiza, ainda que bem pouco, com o ideal de esquerda, deve conhecer ao menos os dois fundadores do comunismo: Engels e Marx.


ENGELS - escreveu na "Nova Gazeta Renana", em janeiro de 1849, que quando a luta de classes ocorresse, haveria sociedades primitivas com atraso de até dois estágios (ele até deu alguns exemplos - bascos, bretões, escoceses, sérvios), por eles chamados de "lixo racial", que precisariam ser eliminadas

NOVA GAZETA RENANA



MARX - escreveu que os "povos inferiores”, como chamou o que julgou serem povos não preparados para a revolução, “devem perecer no holocausto revolucionário”.

Essas são apenas algumas das coisas que essas figuras tão apreciadas pela esquerda ESCREVERAM e DISSERAM publicamente. Estou apenas me limitando a essas afirmações nesse artigo pois elas são o marco de criação do genocídio como política de governo (engenharia social), aplicado por Stalin na Ucrânia - com resultados PIORES em quantidade e maldade que o holocausto dos Nazistas - e metodologicamente ENSINADO (pelo próprio regime do Stalin) à Alemanha nazista de Hitler, conforme diversos documentos descritivos da parceria de anos entre URSS e Alemanhã (vide artigo abaixo denominado "COMUNISTA NÃO TEM MORAL PARA XINGAR NINGUÉM DE FASCISTA !"), e que desembocou no holocausto dos Judeus.

Você acha que eu estou exagerando? Que o genocídio não é criação de esquerda! Que Nazismo e Socialismo são coisas completamente diferentes! Que Hitler e Stalin nunca fizeram parceria coisa alguma, muito menos uma em que Stalin ensinou a Hitler métodos de genocídio ! Que Hitler chegou ao poder sem a ajuda da esquerda, que por ordem de Stalin, deixou de fazer oposição para passar a ajudá-lo ! Que o nome do partido nazista liderado pelo Hitler (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães) é mera coincidência ! Que Hitler não tentou mudar o nome do seu partido para "Partido Social Revolucionário" (http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Nacional_Socialista_Alem%C3%A3o_dos_Trabalhadores#Origens)? Então vou deixar que as imagens dos cartazes de propagandas de Hitler e de Stalin (sempre nessa ordem) digam tudo:



Para maiores esclarecimentos, (1) mantenho recomendação de livro que fiz em artigo publicado aqui em 08.09.08: "Comunismo", de Richard Pipes, Ed. Objetiva, e (2) acrescento link para excelente filme sobre o assunto - The Soviet Story:

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

ÉTICA DE ESQUERDA


PROPOSTA

Gostaria de lançar uma suspeita (porque decorrente da minha experiência e não de estudo metodológico) e perguntar aos leitores se compartilham dela ou não.

SUSPEITA

A moral e a ética, se não têm conteúdos diferentes, têm aplicabilidade mais branda para quem é ou se intitula de esquerda.

ORIGEM DA SUSPEITA

Minha suspeita, ou se me permitirem, meu pensamento decorreu de uma questão muito simples, que é a seguinte: por que existe tanta corrupção e criminalidade na esquerda? Vamos só nos recordar de quantos ministros e figorões caíram nesses últimos anos no governo Lula, além dos que ficaram implicados, e de quantas milhões de pessoas foram assassinadas mundo a fora.

Se não gostaram da pergunta, lanço outra: como a esquerda, diante de todo esse histórico de corrupção e criminalidade, consegue manter o dedo acusador apontado em discussões sobre ética e planejamento?

EXPERIÊNCIA

Da maioria das conversas que tive com pessoas de esquerda, saí com a impressão de que eles tinham uma forte convicção (quase que missionária) de que eram portadores de grandes e nobres preocupações, o que em um dado momento fui constatar se tratar do velho e conhecido brocardo "enquanto o capitalista se preocupa com o lucro, o comunista se preocupa com a sociedade".

Interessante como essa autointitulação de nobreza impregnou a ação de esquerda de justificativas que sempre serviram em defesa das falhas que vinham a tona. "Hei, veja bem, tem esse "errinho" aqui, você tem razão, mas é por uma boa causa."

CONCLUSÃO

A conclusão, do somatório de experiências que tive, é a de que falhas morais, éticas e até crimes, (1) quando cometidos pela esquerda, se justificam na busca da sociedade perfeita; (2) quando cometidos pela direita, se justificam na "busca do lucro" (ou seja, não se justificam), criando a falsa impressão de que é correto e normal relativizar valores como a vida, a liberdade, a ética, a moral, etc., pela busca de um fim nobre, transformando até mesmo atos criminosos em atos nobres, românticos, justos, pelo simples fato de buscarem esse algo nobre, como pensa, inclusive, grande parte dos criminosos no Brasil, que já chegaram até a chamar sequestro* de trabalho justo para mudar a situação (vejam o documentário "Manda Bala"), diante do que não posso concordar com a tolerância da esquerda com a criminalidade (e grande parte dos Direitos Humanos faz basicamente isso atualmente) em nome de um fim nobre, em especial quando é nítido que esse fim nobre, para não ser conservador, acaba sendo criado dentro da cabeça de cada um da forma que melhor justifica os seus próprios tiros (de palavras ou de balas).

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE


"Até na doutrina social da Igreja foi-se [o doutrinador do Direito] procurar inspiração para instituir ... o princípio da subsidiariedade, pelo qual o Estado só deve atuar quando o particular não tiver condições de atuar sozinho, hipótese em que deve estimular, ajudar, subsidiar a iniciativa privada." (gn) PIETRO, Maria S. Z in Direito administrativo, 21ª edição, São Paulo, Editora Atlas, 2008, p. 26
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Percebam que estamos falando da Doutrina Oficial da Igreja - referências doutrinárias pela própria autora mais abaixo - e não dessa balela que é a Teologia da Libertação, que ao invés de pregar a criação de condições para que o particular possa "atuar sozinho", faz exatamente o contrário e, utilizando-se da estrutura de argumentação comunista, defende a formulação de uma estrutura de instituições que criam um particular dependente. E ela continua:
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"O princípio da subsidiariedade, embora bem anterior à nova concepção de Estado de Direito Democrático, assume agora importância fundamental na definição do Estado. Ele se desenvolveu em fins do século XIX e começo do século XX, dentro da Doutrina Social da Igreja, principalmente pelas Encíclicas Rerum Novarum (1891), de Leão XIII, Quadragesimo Anno (1931), do Pap Pio XI, Mater et Magistra (1961), de João XXIII*, e, mais recentemente, Centesimus Annus (1991), de João Paulo II." [assessorado pelo atual papa Bento XVI]
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"Aplicação do princípio da subsidiariedade, com as seguintes consequências:
  • privatização de empresas estatais,
  • privatização de atividades antes consideradas serviços públicos,
  • ampliação da atividade de fomento,
  • ampliação das formas de parceria do setor público com o setor privado e
  • crescimento do terceiro setor."
PIETRO, Maria S. Z in Direito administrativo, 21ª edição, São Paulo, Editora Atlas, 2008, p. 35
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Além dessas consequências, transcrevo também outra importante conseqüência, hoje bastante distorcida no Brasil, da Doutrina Social da Igreja, constatada pelo Professor Sérgio Pinto Martins (maior nome em Seguridade Social no Brasil):
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"A Constituição de 1937 muda a denominação anterior, passando a empregar a expressão seguro social (art. 137, m e n). Adota a denominação utilizada pela doutrina social da Igreja Católica." MARTINS, Sérgio P. in Direito da seguridade social, 26ª edição, São Paulo, Editora Atlas, 2008, p. 18
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*É do mesmo papa [João XXIII] uma das definições de BEM COMUM (que é finalidade e, portanto, elemento da própria sociedade), consideradas mais avançadas e libertadoras que existe, nesse mesmo sentido de liberdade ("atuar sozinho") do particular: "O bem comum consiste no conjunto de todas as condições de vida social que consintam e favoreçam o desenvolvimento integral da personalidade humana", deixando nas mãos de cada particular o como, o quando e o quanto esse desenvolvimento será feito. PAPA JOÃO XXIII, Encíclica Pacem in Terris, II, 58

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

VOCÊ ACREDITA EM PAPAI NOEL? E EM DEUS?


Quem tá achando que essa baboseira propagada por Richard Dawkins, Christopher Hitchens, e cia. limitada é novidade tá por fora. O discurso é velho e já foi filosoficamente superado há muito tempo.

Sexto Empírico, em seu "tratado" denominado "Argumentos Contra a Crença em Deus", dizia basicamente que a existência de Deus, por não ser auto-evidente, demandava prova, ao que o filosofo Bertrand Russell, em seu livro History of Western Philosophy, 2a edição, London, Routledge, 2000, p.248, complementa dizendo que "existe um argumento um tanto confuso para dizer que nenhuma prova é possível", antecipando parte do argumento que de confuso não tem nada e derruba a velha perguntinha cética do: "hey, você acredita em papai noel, em duende, em unicórnio (o Richard Dawkins adora esse)? Então por que acredita em Deus?"

E o argumento parte do bom senso intelectual de que não podemos colocar papai noel e Deus no mesmo saco já que:

(1) PAPAI NOEL é um "fenômeno" SEM PROVA mas PASSÍVEL DE PROVA (se papai noel existe, assim como se um unicórnio existe, sua existência é passível de prova - poderíamos procurá-lo e encontrar uma prova científica em algum lugar, por mais difícil que fosse), enquanto

(2) DEUS é um "fenômeno" SEM PROVA e SEM POSSIBILIDADE DE PROVA (já que, como todos sabemos, APENAS o que "veio a existir" a partir do Big Bang (E=mc2) é passível de prova (que é, inclusive, o típico objeto da ciência) e Deus, obviamente, não "veio a existir" materialmente, sob pena de Deus ser outro e a regra lógica ser mantida.

Por isso, já há muito tempo querer uma prova científica da existência de Deus é uma posição tão estranha quanto a de não ficar com a pulga atrás da orelha quando o assunto é papai noel. Por isso lhe pergunto: você ainda acredita em papai noel, unicórnio e na necessidade de prova científica de Deus?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

HUMANISTAS SECULARES E RELIGIOSIDADE

Humanistas Seculares, resumindo a definição de Julian Huxley (sim, o irmão de Aldous Huxley, que escreveu Admirável Mundo Novo), são pessoas que, ao não encontrarem provas científicas da existência de Deus (da mesma forma como ocorre em relação ao Papai Noel), concluem não poder acreditar em Deus. Humanistas Seculares não têm como meta provar que Deus não existe, mas apenas dizem que não podem humanamente (racionalmente) acreditar que Ele exista sem que possam acessar uma única prova. Como resultado disso, Humanistas Seculares acreditam que o Homem é fruto da biologia tanto quanto qualquer outro ser vivo e que não há nenhuma força superior acompanhando seu destino, motivo pelo qual o Homem é a principal referência para si próprio. Nas palavras de Paul Kurtz, editor da maior revista humanista dos EUA e autor do Manifesto Humanista, Humanistas Seculares são melhor definidos como Céticos do que como Ateus.

Religiosos, ao contrário de Ateus e Humanistas Seculares, têm uma postura afirmativa e dizem que Deus existe. E é justamente desse antagonismo que nasce um caloroso debate entre Religiosos, de um lado, e Ateus / Humanistas Seculares, de outro.

O debate sobre o tema é perfeitamente válido afinal, por que o Homem deveria deixar de falar justamente de uma das questões mais importantes da Humanidade: de onde viemos? O problema não reside em discutir ou não o tema, mas em qual instrumento deve ser utilizado para se chegar a melhor resposta à pergunta "de onde viemos?".

Poderíamos pensar que os debatedores, pela breve introdução acima, se dividiram entre os que defendem o uso da razão como instrumento para se chegar mais próximo da resposta e os que defendem o uso da fé. Surpreendentemente, porém, são os religiosos (aqui me limito ao posicionamento da Igreja Católica, que financia estudos científicos pela Pontifícia Academia de Ciências e pela Specola Vaticana) que atualmente trafegam pelo grupo dos que defendem a razão como instrumento para se chegar a uma resposta.

Eu também não poderia deixar de concordar que, diante do método filosófico (que é a própria Filosofia) criado por Sócrates para quebrar concepções em partes cada vez menores até se atingir evidências a partir das quais chegaríamos a concepções melhores do que as que acabamos de quebrar, a racionalidade é o melhor instrumento para se pensar o tema.

Por esse motivo, elejo a razão como instrumento para, neste artigo, buscar os argumentos mais consistentes sobre a existência de Deus: os religiosos ou os humanistas; entendendo “razão” como sendo a combinação (lógica) de evidências - cientificamente descobertas - com o objetivo de se aferir um dado resultado, o que em outras palavras (e em sentido contrário) significa que partiremos da ciência para falarmos de Deus.

Existem três (3) evidências científicas que levam a Ciência a concluir que a melhor teoria para explicar a origem do Universo é a Teoria do Big Bang. As evidências científicas são: (1) a expansão do Universo, (2) o Eco Radioativo e (3) a Segunda Lei de Termodinâmica. Segundo elas, o Universo (que significa tudo o que existe) em um dado momento passou a existir. Ocorre que cientificamente nada passa a existir sem causa, ou seja, as coisas não surgem do nada.

A segunda Lei de Termodinâmica diz, em linguajar bem simples, que a quantia de energia no Universo está diminuindo. Se o Universo sempre existiu (não teve começo), ele não poderia, perdendo energia como provado pela termodinâmica, existir. Logo, ele teve que ter tido um começo como regra lógica para a existência da própria lei cientificamente evidenciada.

Diante disso tudo, perguntaria: O que é mais racional: (1) dizer que a matéria passou a existir (Big Bang) do nada sem causa alguma?; (2) negar o Big Bang para dizer que a matéria sempre existiu, derrubando a Segunda Lei da Termodinâmica de sopetão, e fugir da afirmação anterior?; ou (3) dizer que a matéria passou a existir do nada com uma causa que, ao não poder explicá-la - pois essa causa não passou a existir junto ao Universo -, damos o nome de Deus?

Os Humanistas Seculares, os Ateus e (tomo a liberdade de incluir) os filhos do Iluminismo preferem dizer (i) ora que a matéria surgiu do nada (Big Bang) sem causa (E=mc2 sem causa), (ii) ora dizer que o Big Bang, a despeito das 3 evidências científicas acima, é uma balela, assim como é uma balela a segunda lei evidenciada da termodinâmica, pois a matéria sempre existiu, dispensando Deus, e (iii) ora dizer que Deus não pode existir como algo acausal enquanto, ao dizer isso, joga o próprio Universo como algo acausal seja por ter sempre existido (sem causa inicial), seja por ter surgido de um Big Bang sem causa ...

Os Religiosos, ao contrário, buscam conciliar a teoria científica do Big Bang com a Lei de que nada surge do nada. A idéia religiosa (novamente aqui me limito ao posicionamento da Igreja Católica, que financia esses estudos científicos pela Pontifícia Academia de Ciências e pela Specola Vaticana) é a de que a Segunda Lei da Termodinâmica é válida, o que torna a Teoria do Big Bang aceitável, e, sendo também válida a Lei Física de que tudo que vem a existir necessariamente tem uma causa, a causa do Big Bang é uma causa que não veio a existir materialmente (e leia-se aqui – matéria e energia – E=mc2) – do contrário exigiria uma causa anterior e eterna não material. Essa causa, para os religiosos, é Deus.

Percebe-se que nenhum deles tem uma resposta racionalmente definitiva, mas nosso propósito era encontrar quem tem a proposta mais racional quanto à nossa origem. Religiosos ou Humanistas Seculares / Ateus? Eu deixo essa resposta para você !

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

PLANO BARUCH


Para aqueles que ao criticar o uso que tem sido feito da energia nuclear nesses últimos 60 anos atribuem os males anotados às nações capitalistas, em especial aos EUA, típica “des”argumentação de esquerda, não custa nada lembrar o homem “solidário” do infelizmente desconhecido Plano Baruch (não há, por exemplo, sequer uma rápida definição do plano em língua portuguesa no Wikipedia – 06.01.09), plano APRESENTADO pelos EUA, então único detentor da tecnologia, em 17 de julho de 1946, “visando a internacionalização do átomo, através do controle, pela organização das Nações Unidas, de todos os aspectos da política nuclear, inclusive a produção de urânio e tório” e REJEITADO pela URSS, fato, inclusive, considerado como início da Guerra Fria – CAMPOS, Roberto A lanterna na popa, v. 1, 4ª edição, Rio de Janeiro, Editora Topbooks, 2001, p.92/93, 103 e 114.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

UNE - O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM OS NEURÔNIOS DOS ESTUDANTES BRASILEIROS???


LÚCIA STUMPF

Lúcia Stumpf, filiada ao PCdoB, “com visível orgulho, ela se define como uma jovem socialista” (http://www.une.org.br/home3/ja_foi_noticia/m_9864.html), desde antes de assumir a presidência da UNE, apoiava as medidas de Hugobugo Chávez de restrição a liberdade na Venezuela
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JULIO SOTO

Outubro 2008

Julio Soto, presidente da Federação de Centros Universitários da Universidade de Zúlia e militante do partido de oposição Um Novo Tempo (UNT), líder estudantil e opositor do governo venezuelano foi assassinado nessa quarta-feira, dia 01/10/08, vítima de disparos na cidade de Macaraibo (foram 20 disparos no carro), a 700 km de Caracas, conforme informações da polícia local. Ele ajudou a organizar protestos contra emendas na Constituição propostas pelo presidente Hugo Chávez.

CARACAS

Setembro 2008

A capital da Venezuela aparece no topo da lista das cidades com maior número de assassinatos do mundo, conforme levantamento concluído agora, em setembro de 2008, pela organização Foreign Policy (http://www.foreignpolicy.com/story/cms.php?story_id=4480)

YON GOICOECHEA

Veja, Julho de 2008

Yon Goicoechea, líder estudantil na Venezuela, ganhou em junho, por sua luta a favor da democracia, um prêmio de US$ 500.000,00 do instituto americano Cato, com sede em Washington. Por ser ameaçado de seqüestro e até de morte pelos chavistas, ele não sai mais sozinho na rua e troca o número do seu celular a cada quinze dias (para evitar ser grampeado). Ele critica movimentos estudantis que recebem dinheiro do governo (como o que ocorre no Brasil, by the way) e é contra invasões de reitoria como forma de protesto (o que não demonstra nada mais do que o mínimo de civilidade, maturidade e profundidade intelectual). Vejamos o que ele tem para dizer:

"Veja – Líderes estudantis brasileiros, sobretudo aqueles ligadas à União Nacional dos Estudantes (UNE), já declararam apoio incondicional ao presidente Hugo Chávez. Eles também estão sendo mais ideológicos do que pragmáticos?"

"Goicoechea – Sem dúvida. Acho indefensável que haja no movimento estudantil brasileiro líderes que saiam em defesa das práticas autoritárias do governo venezuelano. Prefiro acreditar que eles fizeram isso por um profundo desconhecimento das reformas propostas por Chávez. SE ESTIVESSEM MAIS BEM INFORMADOS, ESSES ESTUDANTES BRASILEIROS NÃO TERIAM TOMADO UMA POSIÇÃO QUE VAI DE ENCONTRO À DIVERSIDADE DE OPINIÕES E ÀS LIBERDADES INDIVIDUAIS. COMO SER A FAVOR DE REFORMAS QUE TIRARIAM DAS PESSOAS DIREITOS TÃO BÁSICOS, COMO O DE ESCOLHER SEUS GOVERNANTES E ATÉ O DE OPTAR PELA PROFISSÃO QUE DESEJAM SEGUIR? NÃO FAZ NENHUM SENTIDO QUE ESTUDANTES TENHAM SIMPATIA POR TAIS IDÉIAS." (gn)

domingo, 5 de outubro de 2008

IGREJA E ESCRAVIDÃO


Como tem muita gente que diz que a Igreja apoiou a escravidão nas Américas, vai aqui um dado histórico:

"'É incrível' comenta Roy Nash - 'que a simples idéia de ter quem lhes fizesse o trabalho de todos os dias avassalasse tão completamente homens fortes, enérgicos e capazes. O Papa Urbano VIII decretou, em 1639, a mais severa sanção da Igreja contra quem quer que escravizasse um índio, convertido ou não. Quando a Bula da Excomunhão foi lida no Rio de Janeiro, o povo derrubou as grades do Colégio dos Jesuítas e teria assassinado os missionários paraguaios se não fosse a intervenção do Governador; em Santos, derrubaram o Vigário-Geral quando lia a Bula e pisaram-no juntamente com o documento; em São Paulo os jesuítas foram expulsos da cidade'".
MOOG, Vianna, Bandeirantes e pioneiros, Rio de Janeiro, 18a edição, Editora Civilização Brasileira, 1993, p. 119
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Já desde 1537 (37 anos, portanto, após o início da colonização do Brasil) a Igreja afirmava que os índios eram verdadeiros homens:
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"(...) Bula do Papa Paulo III, emitida em 1537, que declarara os índios como 'verdadeiros homens'" GALEANO, Eduardo, As veias abertas da américa latina, 48a edição, São Paulo, Editora Paz e Terra, 2008, p. 62
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Dizia a referida bula:
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Los Papas no tardaron en reaccionar. El 2 de junio de 1537, (...) el Papa afirmaba solemnemente: «Resueltos a reparar el mal cometido, decidimos y declaramos que estos indios, así como todos los pueblos que la cristiandad podrá encontrar en el futuro, no deben ser privados de su libertad y de sus bienes — sin que valgan objeciones en contra —, AUNQUE NO SEAN CRISTIANOS, y que, al contrario, deben ser dejados en pleno gozo de su libertad y de sus bienes». (http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_19881103_racismo_sp.html)


domingo, 28 de setembro de 2008

POVO QUENTE, POVO FRIO ! PARECE COISA DO MCLUHAN ...


Muita gente diz que o americano é frio e que sua comida é ruim. Mentira ! Reparem que essas pessoas, no geral, são turistas que estiveram lá por 15 dias comendo hambúrgueres em locais turísticos (isolados) servidos por estrangeiros, muitas vezes, latinos e até brasileiros ou são/foram imigrantes ilegais, explorados, inclusive (e no geral) por latino e/ou outros brasileiros. Afinal, não é o (norte-)americano: 1. que realiza ao menos uma atividade gratuita pelo próximo, formando a maior rede de filantropia do mundo, rede que já entrou, inclusive, na internet - http://www.kiva.org/ - site que há poucos dias tinha mais gente querendo financiar do que necessitados cadastrados (printei esse fato pois achei bonito demais termos mais gente querendo ajudar do que gente cadastrada pedindo ajuda - abaixo); 2. que respeita o espaço do próximo (não fura fila, não corta motoristas no trânsito, não tromba nas pessoas na rua ou tenta pegar a vaga delas); 3. que gosta de estar com o próximo, que faz eventos em sua comunidade ao invés de levantar muros e colocar grades em suas casas; 4. que entrega sua carteira perdida no achados e perdidos ou que liga para 911, composto por outros americanos que trabalham ali gratuitamente, para pedir socorro para alguém estirado na rua, ao invés de pular a pessoa.

É pessoal, não custa nada humildemente reconhecer essas coisas. Isso faz bem. E só publico esse pensamento pois tenho uma forte convicção de que só começaremos a nos corrigir quando deixarmos de, covardemente, nos esconder atrás de teses de que somos vítimas da exploração imperialista de um povo frio e tivermos a coragem de enfrentar a verdade sobre nós mesmos ! A verdade de que a animação de uma festa brasileira não elimina os muros e grades que separam nossas casas. A verdade de que as risadas e os dois, três, beijinhos no rosto não eliminam os empurrões em ônibus, trens e metrôs. A verdade de que o informalismo no relacionamento não muda as furadas de filas, o jeitinho brasileiro. A verdade de que o carnaval e dança brasileira não mudam as fechadas no trânsito, o desrespeito aos pedestres, a corrupção nossa do dia-a-dia (essa da gorjetinha por um benefício). A verdade de que um abraço não elimina a mais completa falta de cortesia em meio a multidão, quando, de cara feia, um atropela o outro em todos os sentidos ...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

REFORMA COMUNISTA E SEU MAIOR EMPREENDIMENTO !


O comunismo nunca esteve tão forte ! Compreender essa frase exige, antes, o entendimento de suas palavras, em especial da palavra "comunismo", sobre a qual nos debruçaremos agora (sem aquela divisão de espécies - comunismo, socialismo, capitalismo estatal, esquerda, ...). Se, quando você lê a palavra "comunismo", lhe vem a mente URSS, Fidel Castro, Che, ..., então, pra você, o comunismo acabou mesmo. Agora, se você percebe que o comunismo, assim como outros fenômenos sociais, tem mudado com o passar do tempo e simplesmente não deixou de existir com o toque de uma varinha mágica ou com a queda de um muro, então já dispõe de um importante elemento para iniciar a reflexão que proponho abaixo: a capacidade de acompanhar a dinâmica dos fenômenos.

Em regra, o fim de uma etapa inaugura o início de outra. Por isso, quando uma fase é encerrada, além de estudarmos o seu fim é interessante também estudarmos o início da outra que surgiu.

Vejamos o caso da ex-URSS: já estamos há quase 20 anos estudando o fim daquela etapa que podemos, a grosso modo, chamar de socialismo empírico, na qual a política, a economia, as instituições então existentes, as regras jurídicas e de um modo mais abrangente, a própria cultura (esportes, arquitetura, arte, música, literatura, jornalismo, ...) partiam todos de um pressuposto ideológico [eliminação da propriedade privada e da individualidade humana e estatização até da alma, se possível fosse] imposto à força a milhões de pessoas, algumas que nunca chegaram nem a saber o que estava acontecendo (camponeses e nascidos no regime), e nos esquecemos de olhar a fase que se iniciou logo a seguir e que hoje já tem quase 1/4 da idade do socialismo empírico, fase essa que poderíamos chamar de REFORMA COMUNISTA (reforma em relação ao próprio comunismo então existente - o socialismo empírico).

Para essa nova fase do comunismo, a queda da URSS é uma ENORME CONQUISTA, que só ajudou a aumentar a força de suas idéias. A Reforma Comunista, de um modo geral: (1) nega identidade com o que ocorreu na URSS, bem como (2) se aproveita do restante do mundo não dispor mais de uma referência importante do que não se deve fazer para quase que literalmente fagocitar os grandes ideais de direita (família, vida, propriedade, individualismo, liberdade, criatividade, livre iniciativa, religião, ... e ESTRUTURA DO ESTADO e DA ECONOMIA como a conhecemos hoje - se é que hoje a conhecemos) no politicamente correto, que dita a cultura e os projetos partidários atuais, para assumir o poder.

E para provar o que estou falando peço a vocês apenas duas coisas: (1) que vasculhem em sua memória por uma lembrança, que seja, de alguém dizendo que "o que ocorreu na URSS não foi bem comunismo" ou, até mesmo, que "não teve nada a ver com o comunismo" (alguns ainda vão brigar para dizer que foi socialismo ou capitalismo estatal !?!? toda essa diferenciação é a maior balela) e (2) que pesquisem pela internet (pode ser no google mesmo ou na wikipedia) a assombrosa tomada de poder da esquerda atual (essa que há 20 anos fagocita os ideais do homem livre) a partir dos seguintes pontos (que fundamentam o que eu digo e que serão objeto de prova produzida por vocês mesmos): (i) na América Latina, a esquerda toma o poder pelo Foro de São Paulo, que hoje conta com 10 membros eleitos presidentes SIMULTANEAMENTE (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Chile, Equador, Venezuela, Nicarágua e Cuba) - agora são 15; (ii) na Europa, via União Européia (centralização do poder, uniformização legal e liderança política de esquerda, com pontos de abertura no céu, que logo se fecham novamente), (iii) no mundo, via ONU (braço político) + ONGs (braço econômico) - só no Brasil temos mais de 300.000 ONGs "atuando" (http://polls.folha.com.br/poll/0414402/results) - e, agora, (iv) nos EUA, via Partido Democrata*. Amigos, não se enganem, o partido Democrata já está oficialmente adotando em seu projeto político medidas de esquerda (totalitária, ainda, o que é pior, para eles e para nós) - como ponta do iceberg recomendo a seguinte entrevista com o OBAMA: http://www.youtube.com/watch?v=1XW7tkN-_GM&feature=related

Desses itens todos, o (iv) é certamente o mais impactante porque atinge a atual fonte do "pensamento humano concretista" - aquele que acolhe os eventos concretos, em especial os que refletem a essência da natureza humana no atual estágio de evolução, como a livre iniciativa, a propriedade privada, a criatividade, o ato de valorar materialmente as coisas materiais, ...-, mutando-a para "pensamento humano abstrato" - aquele para o qual o fim que se deseja atingir - comunismo material - justifica o meio a ser trilhado, ainda que tudo indique que o meio imoral e ilícito jamais nos levará a tal fim moral e lícito.

De uma forma mais concreta/objetiva, podemos dizer que é a destruição da estrutura pluricelular de estruturação comunitária existente nos EUA - aquela por meio do qual as pessoas existem em suas comunidades e determinam seus próprios caminhos - e a construção de um centralismo estatal (vejam novamente a entrevista do OBAMA mencionada acima) na potência mais avessa a isso, cujo sucesso se pauta justamente na estruturação comunitária, o maior empreendimento da REFORMA COMUNISTA hoje em andamento.
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*O início dessa operação foi muito bem descrita por Bill O'Reilly, que explica no seguinte vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=vHKp4ntMIcM&NR=1) como a esquerda americana (que tem apoio parcial do Partido Democrata e total de George Soros e do quase-falido-tomara-que-fala* (*verbo defectivo) The New York Times) pretende utilizar a imigração para, por meio da anistia completa dos imigrantes ilegais, que se filiariam na grande maioria ao Partido Democrata, desequilibrar as forças bipartidárias nos principais estados dos EUA, impossibilitando a participação Republicana nos maiores colégios eleitorais do país - já que lá, o sistema de colégio eleitoral lança 100% dos membros colegiados para o partido que tiver mais de 50% dos votos - garantindo uma totalização democrata sempre superior à totalização republicana.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

I AM NOT AN INTELLECTUAL - O HOMEM DO BASEMENT!


"Segundo os dicionários, basement é porão. Mas só com muita falta de respeito é que se pode confundir uma coisa com outra. É que faltam aos nossos porões o que nunca ou raramente falta ao basement: a oficina, o laboratório."

"A sua [do norte-americano] paixão não seriam os sistemas filosóficos; sua paixão seria o gadget [engenhoca].E tanto quanto se enche de orgulho quando lhe recordam sua condição de mecânico, de marceneiro, de torneiro, de pesquisador (research man); ressente bastante que o chamem intelectual. I am not an intellectual é uma reação que nos Estados Unidos se ouve com freqüência, até entre filósofos."

"Eis por que entre nós, não fossem alguns nomes famosos, como os de Santos Dumont, Osvaldo Cruz, Carlos Chagas, Vital Brasil e, mais recentemente, os de Manuel de Abreu e César Lattes e nada teríamos para oferecer à humanidade em matéria de inventos, ou mesmo inovações e combinações para melhor."

MOOG, Vianna in Bandeirantes e pioneiros, 18ª edição, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1993, pgs. 133-136

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Voltei nesse sábado, dia 15.11.2008, dos EUA e não posso deixar de reforçar a verdade e atualidade dos trechos acima, extraídos do livro Bandeirantes e Pioneiros, de Vianna Moog, em especial após ver a empolgação da minha amigA Sarah com os "projetos" de casa que ela está realizando com a nova CIRCULAR SAW que ela comprovou, que segundo ela causou inveja até no pai. Vejam a foto da CIRCULAR SAW abaixo para entenderem de que equipamento estou falando e, conseqüementemente, da existência da garagem como exposta acima nos lares americanos, inclusive no lar de uma mulher solteira (como minha amiga Sarah):

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

COISAS QUE A GENTE NÃO APRENDE NA ESCOLA !


PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO - 1922 - fundado com o objetivo de instaurar o comunismo no Brasil, à exemplo do ocorrido na ex-URSS.

ALIANÇA NACIONAL LIBERTADORA - 1935 - liderada pelo Partido Comunista Brasileiro com a finalidade de instaurar no Brasil uma ditadura maoísta, cuja idéia era criar uma guerra civil camponesa (ops, isso parece com algo que estou vendo por aí) que, em seguida, tomaria as cidades e, consequentemente, o poder

LUÍS CARLOS PRESTES - 1922 - liderou a Coluna Prestes, revolta tenentista contra a República Velha e a favor do voto secreto e de ensino público melhor - ao não conseguir muita coisa após mais de 25.000 Km andando pelo Brasil, em 1928 foi estudar comunismo na Argentina e em 1935 liderou a Intentona Comunista.

INTENTONA COMUNISTA - 1935 - levante militar liderado por Luis Carlos Prestes e pelo Partido Comunista Brasileiro para derrubar Getúlio

INTERNACIONAL SOCIALISTA - 1935 - enviou um grupo de militantes comunistas para auxiliar Prestes no levante contra o Governo, dentre os quais se encontrava OLGA BENÁRIO

PLANO COHEN - 1937 - relatório simulando uma revolução comunista no Brasil, elaborado a pedido do partido Ação Integralista Brasileira, que foi utilizado pelo governo como documento oficial para justificar publicamente o golpe de Getúlio.

GOLPE - ESTADO NOVO - 1937 - Getúlio já estava no poder desde 1930, embora o golpe tenha sido em 1937, após o que governou até 1945 - (aí surgiram todas essas regras trabalhistas, surgiram regras de seguridade social, Petrobrás, a Hora do Brasil, ...), cuja administração recebeu elogio de Luís Carlos Prestes, que pediu sua continuidade em seu Discurso no Estádio de São Januário-RJ, em 1945.

PRIMEIRA TENTATIVA DE GOLPE DE JANGO - 1963 - "Tentara um golpe de outubro, solicitando ao Congresso a decretação de sítio, e vira-se abandonado pela esquerda, que repeliu a manobra." GASPARI, ELIO, A ditadura envergonhada, 3a edição, São Paulo, Companhia das Letras, 2002, p. 47

PLANO DE SEQÜESTRO DO GOVERNADOR CARIOCA POR PÁRA-QUEDISTAS - 1963- "Seu 'dispositivo' fora tão longe que planejara o seqüestro, por uma tropa pára-quedista, do governador carioca Carlos Lacerda. Por ordem do ministro da Guerra, Lacerda seria capturado pela patrulha durante uma visita matutina ao hospital Miguel Couto." idem, p. 47 + Ofício 14/GAB/CIRC64, de 8 de junho de 1964

JANGO F*DENDO A ECONOMIA E DEPOIS PROPONDO REFORMAS DE "BASE" - 1964 - (i) investimentos caem para a metade em 1964, (ii) inflação bate o record do século, (iii) primeira contratação da economia após a Segunda Guerra Mundial, (iv) número de greves duplicou (de 154 em 62 para 302 em 63), (v) déficit do governo equivalente a mais de 1/3 de todas as despesas, que já eram maiores que a receita, (vi) estatização de refinarias ...

PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO - PCB PROPÕE DISSOLUÇÃO DO SENADO - 1964 - conforme declaração de LUIS CARLOS PRESTES em entrevista à TV Tupi: "Poderíamos concordar com a dissolução do Congresso se houvesse um governo que desse as necessárias garantias democráticas a todas as forças patrióticas e democráticas e assegurasse eleições livres para uma Assembléia Constituinte." idem, p. 49 - a coisa já estava tão avançada que já estavam propondo a dissolução do Congresso em rede de televisão !!!

ASSOCIAÇÃO DE MARINHEIROS E FUZILEIROS NAVAIS TRANSFORMADA EM ENTIDADE PARASSINDICAL, MONITORADA PELO PARTIDO COMUNISTA - prisão de 12 militares - SOUZA, Percival, Eu,cabo anselmo, p. 77 e seguintes

JANGO TINHA APOIO DA PARTE MAIS FORTE DO EXÉRCITO - "DISPOSITIVO" - 1964 - Ele era apoiado: (i) pelo MINISTRO DA GUERRA, General Jair Dantas Ribeiro, (ii) pelo I EXÉRCITO - tropas do RJ, liderado pelo general Armando de Moraes Âncora, amigo do ministro, (iii) pelo II EXÉRCITO - tropas de SP, liderado pelo general Amaury Kruel, amigo e compadre de Jango e (iv) pelo III EXÉRCITO - tropas do Sul, liderado pelo general Benjamin Rodrigues Galhardo, "tão leal ao 'dispositivo' quanto Âncora." GASPARI, ELIO, A ditadura envergonhada, 3a edição, São Paulo, Companhia das Letras, 2002, p. 52 e 53

MILITARES FILIADOS AO PCB - "SETOR MIL" - 1964 - Só Luis Carlos Prestes e outros dois membros sabiam o nome de todos os oficiais, dentre os quais se destacava até o chefe do gabinete do Conselho de Segurança Nacional, coronel Paulo Eugênio. idem, p. 53

PCB - 40.000 MILITANTES DE SOBREAVISO - sob o comando de Luis Carlos Prestes

LIGAS CAMPONESAS - 2.000 HOMENS

OUTRAS ORGANIZAÇÕES QUE APOIAVAM JANGO COM ORDENS DE SOBREAVISO, INCLUSIVE: (i) COMANDO GERAL DOS TRABALHADORES, (ii) UNE, (iii) UNIVERSIDADES e (iv) INTERNACIONAL SOCIALISTA.

Pelas barbas do profeta !! E tem gente que fala que a esquerda foi uma criação da direita para dar o golpe !!! Please, onde esse povo estudou? Em alguma universidade brasileira? Só pode ter sido !

Sobre tudo isso, penso numa moral da história: a esquerda decidiu não dar golpe algum pois já se julgava com o Poder e foi pega de surpresa por um general que desceu a serra de Minas para o Rio com o exército que tinha - GOLPE MILITAR ! E, como diria o falecido Roberto Campos: em 64 as opções existentes não eram ditadura e democracia, mas sim ditadura de esquerda ou ditadura de direita.

Pelo que vimos mundo a fora, nas ditaduras de esquerda instauradas na mesma época em que tentaram instaurar uma aqui (será mera coincidência !?), dos males o menor !

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Sobre como a direita conseguiu reverter a situação, recomendo o livro A Ditadura Envergonhada, de Elio Gaspari.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

ABORTO ...


"Notei que todos os que defendem o aborto já nasceram”.

Ronald Regan
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Disse-me um professor de história uma vez que “não deixavam Ronald Reagan chegar a menos de um metro de um microfone de tanta besteira que ele falava”. Pois vejam, senhores, quem era esse meu professor de história (ou seria estória) pelo seguinte discurso de Reagan:

CONSTITUIÇÕES CESARISTAS - BOLIVIA, EQUADOR, VENEZUELA E CUBA.

A classificação de uma constituição, dentro da ciência jurídica, pode se dar quanto ao seu conteúdo [materiais e formais], quanto à sua forma [escritas e não escritas], quanto ao modo de elaboração [dogmáticas ou históricas], quanto à origem [promulgadas ou outorgadas], quanto à estabilidade [imutáveis, rígidas, flexíveis ou semi-rígidas] e quanto à extensão e finalidade [analíticas ou sintéticas].

Dessas, chamo atenção à classificação quanto à origem, em que as constituições promulgadas são aquelas que "derivam do trabalho de uma Assembléia Nacional Constituinte composta por representantes do povo, eleitos com a finalidade de sua elaboração"1, enquanto as outorgadas são "as elaboradas e estabelecidas sem a participação popular, através de imposição do poder da época"1.

Dentro do grupo de constituições outorgadas, existe um tipo denominado CONSTITUIÇÃO CESARISTA, que é aquela: (A) outorgada que (B) depende um uma ratificação popular via REFERENDO1.

Fiz uma pesquisa no Google utilizando as palavras "constituição" e "referendo" e encontrei aproximadamente 2.340.000 resultados, dentre os quais, estou certo, a maioria não diz respeito ao que estamos falando. Ainda assim, o número de referências ao tema é grande, o que não me causa estranheza. Atualmente, com a onda de consultas populares, (que, quando pontuais e iluminadas por uma imprensa livre, constituem, em geral, um bom sinal democrático), a modalidade de CONSTITUIÇÃO CESARISTA voltou a moda. Só no mês passado (agosto de 2008) tivemos duas convocações de referendo para aprovação de constituições outorgadas (Bolívia e Equador).

BOLÍVIA - Vejam o caso da Bolívia, por exemplo, onde seu presidente Evo Morales acabou de convocar (agosto 2008), por decreto, referendo para ratificar constituição que foi redigida sem a participação da oposição, referendo que foi suspenso pela Corte Eleitoral da Bolívia.

EQUADOR - A mesma coisa no Equador. No mesmo mês (agosto 2008) a Justiça Eleitoral do país convocou referendo para ratificar a constituição socialista do presidente Rafael Correa, que deu um aviso bem claro à população a respeito desse refendo: "última oportunidade de uma mudança pacífica no Equador" - conforme fonte (http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL722890-5602,00.html). Essa constituição "submete ao Executivo tribunais, entidades eleitorais, organismos de controle de contas e agências reguladoras do governo." (http://www.estadao.com.br/internacional/not_int250034,0.htm)

VENEZUELA - No caso da Venezuela, cujo referendo constitucional foi rejeitado no ano passado, o presidente Hugo Chavez, utilizando-se de poder especial que lhe havia sido "concedido" por prazo limitado, implementou, no último dia do prazo desse poder especial, todas as alterações propostas (e rejeitadas) no referendo.

CUBA - Não preciso dizer que em Cuba a constituição é "ratificada" por referendo, certo !?

Além desses países, cujos presidentes são todos membros do Foro de São Paulo, também a ALBÂNIA (1998), a GÂMBIA (1996) e MIANMAR (em andamento) têm uma constituição CESARISTA.

O termo CESARISTA vem, evidentemente, de CÉSAR (ditador/imperador romano) e, também evidentemente, não preciso explicar o porquê esse tipo de constituição recebeu essa denominação.

Interessante, nisso tudo, é ver que esse tipo de constituição está sendo usada pela mesma esquerda que lutou contra a ditadura na América Latina. Bem, SE ISSO NÃO É UMA PROVA DE QUE A LUTA, NA VERDADE, NÃO ERA PELA LIBERDADE MAS SIM PELO PODER, serve ao menos para vislumbrarmos os planos que o Foro de São Paulo tem reservados para todos nós - embora você possa ter acesso direto a parte desses planos pelo site: http://www.midiasemmascara.org/, nos arquivos públicos do Foro que estão disponíveis aí, sem a necessidade de esperar que esses planos se concretizem.

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Nota 1.
MORAES, Alexandre de, Direito Constitucional, 23 edição, São Paulo, Editora Atlas, 2008, págs. 9 e 10.

ALERTA OBAMA - Dados compilados por Olavo de Carvalho


Preciso reproduzir abaixo o editorial escrito pelo Olavo de Carvalho no Diário do Comércio, publicado em 11 de setembro de 2008 (versão com fontes), por um dever moral certamente maior que a própria infração jurídica que ora cometo: o dever de respeito à vida!

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CHECANDO BIOGRAFIAS (versão com fontes)
Olavo de Carvalho
Diário do Comércio (editorial), 11 de setembro de 2008

Enquanto nos EUA, no Brasil e no mundo a grande mídia esquerdista (desculpem a redundância) vasculha a biografia de Sarah Palin nos seus mínimos detalhes, trazendo ao público as revelações chocantes de que ela pertence à Igreja Pentecostal, de que sua filha transou com o namorado e de que (acrescenta a pérfida Ann Coulter) seu cabelereiro teve uma multa de trânsito em 1978, nada, absolutamente nada aí se conta a ninguém sobre alguns episódios da vida de Barack Hussein Obama, decerto irrisórios e desprovidos de qualquer alcance político, não é mesmo? Eis oito exemplos:

1. Ele foi admirador e companheiro de protestos do pastor Louis Farrakhan, aquele segundo o qual “o judaísmo é a religião do esgoto”. Isso faz tempo, mas depois de eleito senador ele deu 225 mil dólares em verbas federais à igreja de seu amigo Michael Pfleger, onde Farrakhan é um dos mais freqüentes e aplaudidos pregadores convidados.

· Pfleger elogia Farrakhan:

· Colaboração Pfleger-Farrakhan:

· Pfleger, ainda mais radical que Jeremiah Wright:

· Obama-Farrakhan:

· Obama-Farrakhan:

2. No Quênia, ele deu apoio eleitoral a um agitador que depois organizou a destruição de trezentos templos cristãos e o assassinato de mais de mil fiéis, cinqüenta deles queimados vivos numa igreja, sem que Obama viesse a dizer uma só palavra contra essa gentil criatura.

· Apoio ao terrorista Raila Odinga:

3. Ele disse que o terrorista William Ayers (da quadrilha do “Homem do Tempo”) era apenas um seu vizinho com quem jamais conversava de política, mas depois se descobriu que ele e Ayers dirigiram juntos uma ONG que coletou 72 milhões de dólares para movimentos de esquerda, sendo um interessante exercício intelectual conjeturar como puderam fazer isso sem falar de política.

· Colaboração Obama-Ayers:

4. Neste preciso momento ele responde na Pensilvânia a um processo de falsidade ideológica, por ter apresentado a seus eleitores uma certidão de nascimento obviamente forjada. A verdadeira, se existe, até hoje não apareceu, e o beautiful people da mídia não releva o menor interesse em conhecê-la.

· Processo contra Obama: http://www.obamacrimes.com/

5. Embora ele diga que sempre foi cristão, todos os seus colegas e professores de escola primária, bem como seu meio-irmão e sua meia-irmã, afirmam que ele era muçulmano na época em que ali estudava.

6. Por duas décadas ele freqüentou semanalmente uma igreja que alardeava a “teologia da libertação” mais escancaradamente comunista e anti-americana, e depois disse que não tinha a menor idéia do conteúdo do que ali se pregava.

7. Não é só sobre suas origens ou sobre sua religião que Obama cultiva segredos. Também não é só sua certidão de nascimento autêntica que continua inacessível. Embora gabando-se de sua carreira em Harvard, ele se recusa a mostrar o histórico de seus estudos universitários. Os fofoqueiros maldosos dizem que ele tem vergonha de mostrar suas notas baixas (talvez ainda mais baixas que as de George W. Bush, Al Gore e John Kerry), mas agora se sabe que ele tem um motivo mais forte para encobrir os detalhes da sua passagem por Harvard: seus estudos ali foram pagos por Donald Warden, um americano que, islamizado sob o nome de Khalid Abdullah Tariq al-Mansour, veio a se tornar um dos mentores do grupo terrorista Panteras Negras, fund-raiser para a organização pró-terrorista African-American Association e autor de um livro segundo o qual o governo americano planeja matar todos os negros.

· O patrono de Barack Obama em Harvard:

8. Em cinco campanhas eleitorais, o mais ativo coletor de fundos para Obama foi o vigarista sírio Tony Rezko, condenado por dezesseis crimes. Uma vez no Senado, Obama retribuiu com dinheiro público a gentileza, convencendo vários prefeitos a investir um total de 14 milhões de dólares num projeto imobiliário do malandro.

· Obama-Rezko:

· Obama-Rezko:

Os brasileiros não saberão de nada disso assistindo ao “Jornal Nacional”, nem os americanos à CNN. Ante as acusações gerais de que John McCain não checou direito a biografia de Sarah Palin, o colunista Don Feder sugere que a de Obama, por sua vez, foi checada meticulosamente – por uma comissão integrada por Forrest Gump, o Inspetor Clouseau e o Agente 86, Maxwell Smart. E, quando Obama comete um lapsus linguae, dizendo “minha fé muçulmana” em vez de “minha fé cristã”, todas as almas santas do esquerdismo mundial se revoltam ante as insinuações, vindas de maldosos direitistas, de que isso possa significar alguma coisa. Eu mesmo sou tão perverso que cheguei a me perguntar se Obama não trocava os pés pelas mãos justamente por ser muito difícil, até para um ator tarimbado, exibir-se como um pavão no poleiro e ao mesmo tempo esconder-se como um rato na toca.

Mas Obama nem precisaria ser tão escrupuloso na camuflagem. A mídia esconde tudo por ele – para quê preocupar-se em vão ao ponto de ficar nervoso e atrapalhar-se no discurso? Afinal, que são os pequenos deslizes do candidato democrata em comparação com a gravidez solteira de Bristol Palin? Toda a esquerda chique, que sempre batalhou pela “liberação sexual da juventude”, está hoje escandalizada, chocada, perplexa ante essa semvergonhice incomum, sem dúvida um risco maior para a segurança dos EUA no caso de Sarah Palin chegar à vice-presidência. Com o detalhe especialmente elucidativo de que, uma vez desencadeada a campanha de ataques à devassidão abominável da família Palin, essa mesma onda é explicada retroativamente como fruto do moralismo reacionário dos americanos e assim transfigurada num argumento fulminante contra a eleição de candidatos conservadores.
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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

BREVE ANÁLISE JURÍDICA DA INQUISIÇÃO


Para quem não teve oportunidade de estudar História do Direito (sugiro o EXCELENTE livro: GILISSEN, John, Introdução histórica ao direito, tradução portuguesa de A. M. Hespanha e L. M. Macaísta Malheiros, 2a edição, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1995), seguem alguns fatos jurídicos (e, portanto, seculares) sobre a Inquisição:

Diz a Lei do Talião: "Todo aquele que ferir mortalmente um homem será morto. Quem tiver ferido de morte um animal doméstico, dará outro em seu lugar: vida por vida. Se um homem ferir o seu próximo, assim como fez, assim se lhe fará a ele: fratura por fratura, olho por olho e dente por dente; ser-lhe-á feito o mesmo que ele fez ao seu próximo. Quem matar um animal, restituirá outro, mas o que matar um homem será punido de morte." Le 24,17-22.

Assim como a Lei do Talião, que hoje nos é grotesca (por isso fiz questão de transcrevê-la acima) mas que era na época um avanço jurídico (princípio da proporcionalidade) que beneficiava a sociedade de então ao evitar a punição desproporcional (matar um homem que matou um carneiro ou que quebrou um braço de outro homem), também a Inquisição, que hoje também pode ser tranquilamente qualificada como grotesca (no mínimo), foi, à época, um avanço jurídico e social. Isso porque a Inquisição:

(1) substituiu o Método Acusatório então vigente (aquele em que você era acusado e tinha que provar não ter feito aquilo do que te acusavam) pelo Método Inquisitório (por isso Inquisição – voila)

(2) eliminou a Ordália – um tipo de prova judiciária usada para determinar a culpa ou a inocência do acusado, submetendo-o a uma prova dolorosa (envolvendo fogo ou água) que, se concluída sem ferimentos ou com feridas rapidamente curadas, livrava o acusado da acusação,

(3) limitou o uso da tortura, típico instrumento jurídico da Idade Média (sim, a “tortura” era instrumento jurídico herdado de Roma, como o “juramento” perante um juri, por exemplo) de garantia da veracidade da informação prestada pelo acusado que estava sendo inquirido, instituindo regras para: (a) abrandar o seu uso (não poderia amputar partes do corpo ou colocar o inquirido em risco de vida, como era e continuou sendo feito pela justiça civil) e (b) restringir o seu uso para apenas quando: (i) já houvesse meia-prova, ou (ii) quando houvesse testemunhas fidedignas do crime, ou (iii) quando o sujeito já apresentasse antecedentes como má fama, maus costumes, ou (iv) tivesse tentado fugir e (v) apenas após aprovação do bispo diocesano e de uma comissão julgadora.

Por isso, se não pelos ensinamentos de Cristo [“dai a outra face”, “amai o seu inimigo”, “atirai a primeira pedra quem não tiver pecado”, “perdoai a quem vos tem ofendido” e outros], não tente criticar com argumentos seculares o que então foi um avanço secular. E se o fundamento for secular, recomendo foco no último século de matanças realizadas por governos comunistas.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

COMUNISTA NÃO TEM MORAL PARA XINGAR NINGUÉM DE FASCISTA !


Além de terem matado 10x mais gente que o Nazismo, os comunistas auxiliaram os Nazistas (1) a chegaram ao poder na Alemanha e (2) a desenvolverem armamentos bélicos proibidos pelos EUA, Inglaterra e França.

Vide páginas 92, 93 e 94 do livro "Comunismo", de Richard Pipes, Ed. Objetiva:

"O fracasso das tentativas de incitar a revolução na Europa, culminando na desastrosa campanha polonesa, persuadiu a liderança soviética de que a melhor maneira de difundir o seu regime estava na promoção de outra guerra mundial. Em janeiro de 1925, Stalin disse; 'Lutas, conflitos e guerras entre nossos inimigos são (...) os nossos maiores aliados'. São, 'sem dúvida, o maior apoio do nosso governo e nossa revolução'. Referindo-se à inevitabilidade de outro conflito mundial, acrescentou ameaçadoramente: 'Se a guerra não for deflagrada, não ficaremos sentados de braços cruzados- teremos de declarar guerra, mas seremos os últimos a fazer isso. E o faremos para colocarmos o peso decisivo na balança' (I.V. Stalin, Sochineniia, vol. 7 (Moscou, 1952), 27, 14).

"Seguindo esse raciocínio, do começo da década de 1920 até 1933, a União Soviética envolveu-se em colaboração secreta com os militares alemães para que pudessem evitar as provisões do Tratado de Versalhes, que proibiam ou limitavam rigorosamente a manufatura alemã de tanques, aeronaves, submarinos e gás venenoso. Moscou permitiu que os alemães produzissem e testassem essas armas em seu território, enquanto os alemães, em troca, convidaram os oficiais do Exército Vermelho a freqüentarem seus cursos de oficiais, que preparavam as estratégias e táticas da blitzkrieg. (A União Soviética também colaborou ativamente com a Itália fascista no campo naval)."

"Tais considerações explicam, também, por que, em 1932-33, Stalin ajudou Hitler a chegar ao poder, proibindo comunistas alemães de se aliarem aos social-democratas contra os nazistas nas eleições parlamentares. Os social-democratas alemães eram pró-Ocidente. Os nazistas, Stalin calculou, embora veementemente anticomunistas, dirigiam sua agressão contra as democracias ocidentais e deixariam a União Soviética sozinha... Depois de a Alemanha e Rússia dividirem a Polônia, Molotov, confidente mais próximo de Stalin e o homem que, como ministro do Exterior, havia assinado o tratado de não-agressão, proferiu um discurso no qual, atacando a França e a Inglaterra por combaterem Hitler, declarou que 'a ideologia do hitlerismo, como qualquer sistema ideológico, pode ser aceita ou rejeitada: é uma questão de opinião política'. Partidos comunistas em toda parte foram instruídos a descrever a Grã-Bretanha e a França como reacionárias e agressivas..."
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Corroborando isso, Henry Kissinger, em seu livro Diplomacia, 3a edição, Rio de Janeiro, Francisco Alves Editora, p. 363, discorrendo sobre Stalin, diz: "Munique confirmou, sem dúvida, as suspeitas de Stalin acerca das democracias. Contudo, nada poderia desviá-lo de tentar, praticamente a qualquer custo, o que considerava uma obrigação bolchevique - lançar os capitalistas uns contra os outros, evitando que a União Soviética fosse vítima de suas guerras."
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Não é a toa que Kissinger (até ele reconhece isso), na página 375 desse mesmo livro, diz: "A Rússia teve papel decisivo na deflagração de ambas as guerras. Em 1914, a Rússia contribuíra para o início da guerra ao manter-se rigidamente fiael a sua aliança co a Sérvia e a um programa inflexível de mobilização; em 1939, quando Stalim livrou Hitler da apreensão de uma guerra em duas frentes, deveria saber que tornava inevitável uma guerra geral [não só deveria saber como, ao que tudo indica acima, sabia muito bem]. Em 1914, a Rússia foi à guerra para preservar a honra; em 1939, ela estimulou a guerra para dividir o botim das conquistas de Hitler." (gn)