quarta-feira, 8 de abril de 2009

O PAPA E A CAMISINHA

Interessante: o povo está tão mal informado (e, por tabela, distante da verdade) que consegue ser superado pelo Papa mesmo quando o assunto é camisinha. Irônico, não!? Segundo o Papa, a distribuição de camisinha na África não resolve o problema da AIDS no continente. E pior, segundo ele, o agrava.

Não preciso dizer que uma massa de pessoas preguiçosas (porque raramente vão se informar e buscar os fatos antes de saírem publicando qualquer baboseira) e presunçosas (porque adoram emitir opiniões e obterem aquele aceno de cabeça e cara de conteúdo de outro presunçoso de plantão, de preferência sem ter feito esforço algum) novamente saiu vociferando contra a posição do Papa sem se atentarem, ironicamente, como disse acima, para o fato de que: (1) existem cientistas estudando a AIDS na África, (2) alguns deles já emitiram conclusões técnicas a respeito dela (Edward Green, Norman Hurst, Hearst and Chen, por exemplo), conclusões atualizadíssimas, por sinal, (3) existem pesquisas por meio das quais já se constatou que a distribuição de camisinha não soluciona o problema da AIDS na África e que, na verdade, a distribuição só o tem aumentado, (4) uma dessas pesquisas, a principal delas, não foi realizada por qualquer “espertalhão” de plantão, mas por um especialista em AIDS da Harvard, que já estuda o problema há 30 anos, e (5) existe Uganda, com uma redução de 70% de seus casos, para provar tudo isso.

Alguns artigos já foram publicados a respeito, motivo pelo qual o acesso à informação não está tão difícil assim (é preguiça mesmo dos presunçosos, que acham que não precisam pesquisar nada para sair falando qualquer coisa).

Vejam alguns desses artigos:

The Washington Post - http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2009/03/27/AR2009032702825.html - editorial escrito pelo próprio especialista de Harvard, Eduard Green, liberal (que no EUA é equiparável à esquerda – se já não estiver chegando lá), e que já estuda a AIDS (em especial na África) há 30 anos (é, o pessoal está por fora mesmo)

BBC - http://www.bbc.co.uk/blogs/ni/2009/03/aids_expert_who_defended_the_p.html - nem a BBC, reconhecida por sua campanha contrária ao pontificado de Bento XVI, pôde negar os dados

National Review - http://article.nationalreview.com/?q=MTNlNDc1MmMwNDM0OTEzMjQ4NDc0ZGUyOWYxNmEzN2E

sexta-feira, 20 de março de 2009

ABORTO - O mundo está ficando muito louco mesmo!


O mundo está ficando muito louco mesmo! Uma menina de 9 anos é estuprada e quem é punido? Duas crianças inocentes!

A vida é absoluta ! Estou certo de que aparecerão as mais diversas justificativas e os mais variados valores para relativizar isso. Estou certo de que aparecerá, também, aquele argumento bobo do “e se fosse com você ou com alguém da sua família”, como se a pessoa que faz a pergunta tivesse se esquecido de que há séculos substituímos a autotutela pelo Estado de Direito justamente para evitar a desproporção pena/crime causada pela emoção. Por isso, por gentileza, se não for para apresentar o laudo médico elaborado para caso (ou link para ele) com a suposta conclusão de que a vida da menina estaria em risco (o que justificaria o aborto), nem deixem recados.

quarta-feira, 18 de março de 2009

FORO DE SÃO PAULO JÁ ESTÁ UTILIZANDO ESTRUTURA DO ESTADO BRASILEIRO PARA GOVERNAR


Não, não dá para não escrever um artigo dedicado exclusivamente a esse tema ! Foro de São Paulo já está utilizando a estrutura do Estado Brasileiro para governar.

Não acredita? Então entre em: http://www.info.planalto.gov.br/download/discursos/pr812a.doc que contém documento do Foro de São Paulo publicado em papel timbrado do Palácio do Planalto via website do Planalto. Já vi esse documento mais de dez vezes hoje a noite. Fui, vim, li, analisei o timbre, o endereço eletrônico, etc., e não consigo chegar a conclusão diversa do fato de que o Foro de São Paulo está usando o Estado Brasileiro (não é nem “só” uma questão de dinheiro público, é de Estado com letra maiúscula) para governar a América Latina. Basta ler o documento. Ele fala por si só. Pouco resta a se falar, muito a se fazer.

Vejo se tornar realidade o “grito de guerra” dos estudantes da Faculdade de Direito da USP na Sala dos Estudantes, na noite do dia 19 de novembro de 2003, quando Alaor Caffé Alves abandonou derrotado o debate com Olavo de Carvalho, que precisou ser escoltado para fora da faculdade (eu estava lá acompanhando o filósofo na saída) aos gritos de:

Alerta! Alerta! Alerta aos fascistas!
A América Latina será toda socialista.

FORO DE SÃO PAULO - NOVO ALERTA

Também eu quero deixar registrado minha preocupação com o movimento revolucionário que está em andamento na América Latina (embora já tenha iniciado o alerta no artigo DEPOIS DIZEM QUE O FORO DE SÃO PAULO NÃO TEM RELEVÂNCIA ...). É interessante poder dizer isso com conhecimento de causa. Vejam os fatos:

1. Com a vitória de Mauricio Funes em El Salvador no último dia 15 (http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2009/03/16/ult1859u778.jhtm), o Foro de São Paulo totaliza 15 presidentes eleitos e em exercício simultaneamente na América Latina - são 15 países nas mãos do Foro de São Paulo

2. E esse tal de Foro de São Paulo não é importante??? Não é isso que o presidente diz no site do GOVERNO BRASILEIRO, sim, repito, NO SITE DO NOSSO GOVERNO (OU SERIA NO SITE DO GOVERNO DELES) - http://www.info.planalto.gov.br/download/discursos/pr812a.doc

3. Bem, da análise do documento acima, que prova que o fundador do Foro de São Paulo discursa como representante do Foro de São Paulo (à mesa do Foro de São Paulo - como grifei abaixo) e registra o discurso em papel timbrado do Governo Brasileiro, que é publicado em site do Governo Brasileiro, só podemos concluir que o Governo Brasileiro foi APROPRIADO pelo Foro de São Paulo


4. Depois de usar estrutura do Governo Brasileiro para veicular encontro do Foro de São Paulo, não é de se estranhar a utilização do termo "APROPRIADO" utilizado no item 3. acima ou dizer que ele é radical ou reacionário. Vamos adiante:

5. Você não acha ao menos estranho que o site oficial do Foro de São Paulo seja o site do PT, partido que governa o país hoje (http://www.pt.org.br/portalpt/foro/organizacao.php).

5. Você não acha ao estranho que em 1993, na Universidade de Princeton (ah, imagina se Princeton é comunista, que loucura dizer isso ...) Luis Inácio Lula da Silva, fundador e representante do Foro de São Paulo, fez um pacto com Fernando Henrique Cardoso, co-presidente do Diálogo Interamericano e membro desde o início (http://www.thedialogue.org/page.cfm?pageID=17), conhecido por PACTO DE PRINCETON por meio do qual estabeleceram a parceria entre PSDB e PT para revezamento no Poder Executivo do Brasil

6. Você não acha ao menos estranho sair repetindo por aí que o PSDB é um partido de direita quando FHC, seu principal líder, discípulo de ninguém mais ninguém menos que Florestan Fernandes, em 2006, declarou que "A direita é nada. A direita é clientelismo, é usar o Estado para ter vantagem. Em outros países há um pensamento mais conservador, mas nós não temos isso no Brasil." (http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,AA1344935-5601,00.html).

7. Você não acha ao menos estranho sair repetindo por aí que o PSDB é um partido de direita quando descobre que SERRA, que parece um pacato e insistente partidário da direita foi membro e líder estudantil na Ação Popular, grupo de jovens com origem nos seguintes movimentos: Juventude Estudantil Católica (JEC), a Juventude Operária Católica (JOC), e a Juventude Universitária Católica (JUC), que, após o golpe de 64 e seu exílio, se tornou terrorista (tendo mudado de nome em 1971 para Ação Popular Marxista-leninista, cujo programa era tão radical que não era aceito nem mesmo pelo PC do B). Sim, Serra, o José, que como FHC, foi acolhido pela mesma Universidade de Princeton citada acima na década de 70.

8. Você não acha ao menos estranho sair repetindo por aí que o PSDB é um partido de direita quando, ao simples passar de olhos no Estatuto do PSDB, encontramos, já no artigo 2, o discurso de Marx na meta do partido de "prevalência do trabalho sobre o capital" (https://www2.psdb.org.br/biblioteca/publicacoes/Estatuto_sexta_edicao.pdf), dentre outros pontos?

9. Seria tão descabida a tese do filósofo Olavo de Carvalho, que desde 2002 vem falando da estratégia das tesouras de Lenin, em que os dois principais blocos políticos são de esquerda, um mais moderado, aparentando se tratar de uma opção ideológica? Será que dá para refutar isso lendo FHC declarando que a "Direita é nada."? Será que dá para refutar isso quando vc descobre que Serra foi sentenciado a mais de 10 anos de prisão por subversão, que eles todos já estavam em Princeton desde a década de 70, e que o Estatuto do PSDB tem como princípio máximo, já lançado no artigo 2º, doutrina marxista?

Bem, considerando que TODA A MÍDIA É ESTRANHAMENTO UNÍSSONA nesse país, lançando sempre as mesmas opiniões sobre as coisas (reparem como TODOS falam sempre a mesma coisa), não deixaria de considerar que estamos todos muito cegos ou entorpecidos para o que realmente está acontecendo.

quarta-feira, 11 de março de 2009

REVOLUÇÃO OU REAÇÃO?


Já que o assunto surgiu em diálogo registrado neste blog e no blog www.imaginalismo.blogspot.com – excelente, por sinal –, vamos jogar algumas idéias sobre Revolução (revolucionário) e Reação (reacionário).

Revolucionário é aquele que olha para as coisas, usualmente as mais importantes, e diz que elas devem mudar para um novo formato criado por ele, por um guru ou por um grupo de pessoas. Foi assim na Revolução Francesa, foi assim na Bolchevique, na Cultural Chinesa, na Iraniana, na Fascista/Nazista, na Talebã ...

Reacionário é o oposto de revolucionário. É o contrarevolucionário. É aquele que reage (reacionário) e diz que a conservação do conhecimento adquirido (conservadorismo) é ponto de partida para a evolução humana e, portanto, não deve ser simplesmente descartado. Essa conservação é que tem silenciosamente movido a humanidade pelos séculos, permitindo o computador, a internet, o cinema, a “revolução” verde, a sanitária, a automobilística, a empresarial (incluindo as teorias francesas e italianas), a médica, para ficar apenas nas mais novas, sem deixar de mencionar a evolução da imprensa (Gutenberg), industrial, do indivíduo (com Jesus), a filosófica, a científica, ... [não é de se estranhar que nenhuma delas, ou outras que o leitor venha a se lembrar, tenha ocorrido dentro de movimentos revolucionários].

Não me parece razoável que um ser humano, inserido no contexto social do qual extraiu a quase totalidade do seu conhecimento, não dominador dos diversos aspectos estruturais e de conteúdo desse meio (humanamente impossível pela natureza temporal do homem), sequer conhecedor do efetivo desenrolar histórico da sociedade, de repente, como se pudesse tirar-se de dentro do mar [da sociedade] puxando-se pelos próprios cabelos para sobre ela flutuar em busca de uma visão ampla, possa apresentar uma forma supostamente milagrosa de resolver os nossos problemas desconsiderando toda a experiência anterior e tudo o que foi construído pelo conjunto das gerações e mais gerações e mais gerações !? É muito pra cabeça !! Como diria Fernando Pessoa, “Gênio? Neste momento cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu, e a história não marcará, quem sabe?, nem um, nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.”Existem inúmeros exemplos de revolução na história para apreciarmos e para, dessa apreciação, dessa experiência de nossos antepassados, chegarmos a uma conclusão um pouco mais fundamentada sobre o tema. Vejamos a aparentemente inquestionável Revolução Francesa. Pergunto a você: qual foi a utilidade da Revolução Francesa?

- O movimento não durou 10 anos, com direito, inclusive, ao “Reino do Terror” de Robespierre, tendo sido substituído por um Império e suas guerras logo em seguida.

- Os supostos direitos fundamentais do homem, começando pelos básicos “Liberdade, Igualdade, Fraternidade” e seguindo pelos constantes na Declaração dos direitos do Homem e do Cidadão não foram frutos da Revolução; já constavam nas páginas de diversos livros ingleses e franceses, bem como já haviam sido adotados nos EUA, pela Declaração de Direitos de Virgínia, treze anos antes e, em parte, na Inglaterra um século antes pela Magna Carta.

- A Bastilha, que foi tão “triunfalmente” tomada, tinha 7 prisioneiros apenas.

- A Tortura havia sido proibida em 1788 e já não havia mais censura

- A tão famigerada servidão contra a qual armas foram levantadas estava espalhada em quase todos os países europeus, mas confinada em apenas algumas partes “recônditas" na França, banida até dos domínios do rei, em 1779.

- A riqueza em toda a França havia crescido imensamente nas décadas imediatamente anteriores à Revolução: “O crescimento da indústria era notável. No Norte e no Centro, havia uma metalurgia moderna (Le Cresot data de 1781); em Lyon havia sedas; em Rouen e em Mulhouse havia algodão; na Lorraine havia o ferro e o sal; havia lanifícios em Castres, Sedan, Abbeville e Elbeuf; em Marselha havia sabão; em Paris havia mobiliário, tanoaria e as indústrias de luxo, etc. Existia uma Bolsa de Valores, vários bancos, e uma Caixa de Desconto com um capital de cem milhões que emitia notas.” “Os grandes portos, como Marselha, Bordéus, Nantes, floresciam como grandes centros cosmopolitas. O comércio interior seguia uma ascensão paralela.”http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Francesa

- Havia trabalho para todos, com falta de mão de obra antes da Revolução.

- O volume de dinheiro circulando na França correspondia à metade do numerário existente na Europa e o volume atingido em 1788 só voltaria a ser atingido novamente em 1848.

O que explica, então, a Revolução?

Nesse momento, não tenho a pretensão de saber. Vários fatos podem ser apresentados como explicação, desde a união do Clero e da Nobreza à Burguesia contra o Rei (Estado) – Revolta dos Notáveis –até o inchamento das cidades por conta de algumas ondas de frio que prejudicaram a produção de alimentos para uma população crescente, gerando um surto migratório, tudo em um momento em que o Estado enfrentava terrível situação financeira. Mas o que me chama a atenção é o tal do deslocamento do poder do Rei para a Lei, que, embora tenha sido marca da substituição do Estado Absolutista pelo Estado de Direito, é, para mim, justamente o acontecimento que expõe os revolucionários, suas intenções e, ousando um pouco, o motivo interno da revolução. Se antes da Revolução as normas vinham do Rei (ao menos institucionalmente), que manifestava sua vontade, agora elas passaram a vir da Lei, que manifestava a vontade de seus legisladores, que eram aqueles eleitos, eleitos dentro de um sistema de sufrágio censitário e, portanto, apenas por aqueles que tinham propriedades – a Aristocracia (que ao contrário do que se pensa, nessa época não estava desenvolvendo os mais diversos tipos de talheres que usamos hoje – que aliás faz parte de importante evolução primitiva e de relevante evolução medieval do homem) e parte da Burguesia – o Clero perdeu propriedades nessa época.

Considerando que você pode tirar suas próprias conclusões, renovo a pergunta: qual foi a utilidade da Revolução Francesa, que deixou a França politicamente instável por anos e anos e mais anos até que ela atingisse a democracia e a participação irrelevantes que tem hoje no mundo (enquanto a Inglaterra, que à época não se comparava a França, hoje é muito mais estável e relevante sem ter eliminado sua monarquia)? A quem essa revolução beneficiou, senão a intelectuais e burocratas !? E quanto às demais revoluções? Compare-as com as evoluções citadas acima, reflita um pouco sobre isso e se posicione com relação a que trilha seguir: a da revolução ou a da reação. Lembre-se de que o movimento revolucionário já está a pleno vapor na América Latina.

[ainda pretendo efetuar alguns ajustes no presente texto – lançarei aqui a data de meu último ajuste]

quinta-feira, 5 de março de 2009

NÃO FOI MERA COINCIDÊNCIA OU SIMPLES OPORTUNISMO ... DARWIN PENSAVA MESMO ISSO:


“Em algum período futuro, não muito distante se medido em séculos, as raças civilizadas do homem vão certamente exterminar e substituir as raças selvagens em todo o mundo. Ao mesmo tempo, os macacos antropomorfos... serão sem dúvida exterminados. A distância entre o homem e seus parceiros inferiores será maior, pois mediará entre o homem num estado ainda mais civilizado, esperamos, do que o caucasiano, e algum macaco tão baixo quanto o babuíno, em vez de, como agora, entre o negro ou o australiano e o gorila.”

“Olhando o mundo numa data não muito distante, que incontável número de raças inferiores terá sido eliminado pelas raças civilizadas mais altas!”

Como pôde Darwin, que estudou a evolução e viveu como cientista em plena era contemporânea, ter classificado seres humanos em superiores e inferiores a partir de sabe-se lá quais fraquezas e ter dito que os superiores eliminariam os inferiores quando foi justamente a evolução humana que mostrou a todos nós como o homem assumiu controle de todas essas “fraquezas”, sejam biológicas, sejam sociais, e por instrumentos por ele mesmo concebidos, as colocou e as tem colocado todas para trás (o que é refutado no parágrafo logo abaixo como uma escolha acertada do homem)? Não há explicação para essa contradição de Darwin se não pelo racismo, no qual raças ditas superiores, ao invés de ajudar as ditas inferiores, numa demonstração de superioridade – que para não ser irônica precisa ser racista - , as eliminaria todas. Ah, faça-me mil favores !

“Entre os selvagens, os fracos de corpo ou mente são logo eliminados; e os sobreviventes geralmente exibem um vigoroso estado de saúde. Nós, civilizados, por nosso lado, fazemos o melhor que podemos para deter o processo de eliminação: construímos asilos para os imbecis, os aleijados e os doentes; instituímos leis para proteger os pobres; e nossos médicos empenham o máximo da sua habilidade para salvar a vida de cada um até o último momento... Assim os membros fracos da sociedade civilizada propagam a sua espécie. Ninguém que tenha observado a criação de animais domésticos porá em dúvida que isso deve ser altamente prejudicial à raça humana. É surpreendente ver o quão rapidamente a falta de cuidados, ou os cuidados erroneamente conduzidos, levam à degenerescência de uma raça doméstica; mas, exceto no caso do próprio ser humano, ninguém jamais foi ignorante ao ponto de permitir que seus piores animais se reproduzissem.”
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Ou seja, para evitar a “degenerescência de uma raça doméstica”, devemos ser como os selvagens, no meio dos quais “os fracos de corpo ou mente são logo eliminados” !?! ___ Darwin, não faz sentido! Mas muito se explica pelo fato dele ter sido (i) neto de Erasmus Darwin (http://en.wikipedia.org/wiki/Erasmus_Darwin), autor de Zoonomia, livro que fala basicamente o que Darwin falou, só que em estrutura esotérica*, e (ii) primo de Francis Galton (http://en.wikipedia.org/wiki/Francis_Galton), eugenista que deu origem a todas as políticas posteriores para "melhora" da sociedade, desde a política norte-americana de esterilização dos pobres até o arianismo hitleriano.
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A três citações acima foram extraídas de:


ENGELS - escreveu na "Nova Gazeta Renana", em janeiro de 1849, que quando a luta de classes ocorresse, haveria sociedades primitivas com atraso de até dois estágios (ele até deu alguns exemplos - bascos, bretões, escoceses, sérvios), por eles chamados de "lixo racial", que precisariam ser eliminadas


MARX - escreveu que os "povos inferiores”, como chamou o que julgou serem povos não preparados para a revolução, “devem perecer no holocausto revolucionário”.


Essas são apenas algumas das coisas que essas figuras tão apreciadas pela esquerda ESCREVERAM e DISSERAM publicamente. Estou apenas me limitando a essas afirmações nesse artigo pois elas são o marco de criação do genocídio como política de governo (engenharia social), aplicado por Stalin na Ucrânia - com resultados PIORES em quantidade e maldade que o holocausto dos Nazistas - e metodologicamente ENSINADO (pelo próprio regime do Stalin) à Alemanha nazista de Hitler, conforme diversos documentos descritivos da parceria de anos entre URSS e Alemanhã (vide artigo abaixo denominado "COMUNISTA NÃO TEM MORAL PARA XINGAR NINGUÉM DE FASCISTA !"), e que desembocou no holocausto dos Judeus.



"Os nazistas aplicaram estas idéias evolucionistas de Darwin (1809-1882) ao povo ariano. Dizem eles, que, quando os arianos começaram a entrar em contato com outros povos inferiores, decaíram intelectual e fisicamente. A raça ariana é fundadora de civilização. Os povos asiáticos são portadores de civilização, pois somente absorveram a cultura ariana. Esta concepção, talvez, explique porque Hitler se uniu tão facilmente aos japoneses, na Segunda Guerra. Pois, segundo ele, os japoneses são um povo trabalhador com forte tradição nacional, muito parecidos com os alemães. Já os Judeus são a raça destruidora. Somente os alemães são dignos de dominar o mundo. " http://nazismo.netsaber.com.br/index.php?c=210
*"Would it be too bold to imagine that, in the great length of time since the earth began to exist, perhaps millions of ages before the commencement of the history of mankind would it be too bold to imagine that all warm-blooded animals have arisen from one living filament, which the great First Cause endued with animality, with the power of acquiring new parts, attended with new propensities, directed by irritations, sensations, volitions and associations, and thus possessing the faculty of continuing to improve by its own inherent activity, and of delivering down these improvements by generation to its posterity, world without end!" DARWIN, Erasmus - Zoonomia.

quarta-feira, 4 de março de 2009

DIREITOS HUMANOS - como se direitos não fossem humanos

Que tal se substituíssemos a expressão DIREITOS HUMANOS por DEVERES HUMANOS?

Essa é uma proposta apenas para os corajosos, para aquelas pessoas que não têm medo de viver aquela importante verdade: "trabalharás pelo teu pão"; "comerás o teu pão com o suor da tua face" afinal, pensem bem: se não for você, alguém vai ter que trabalhar para que o seu direito "humano" exista, não é!? Não existem árvores de direitos humanos por aí!

AFFIRMATIVE ACTIONS - importação e institucionalização do preconceito

Estou quase certo de que esse é um ponto claro pra todos, motivo pelo qual me limito a concluir de tudo que estou vendo que:

Se somarmos as minorias protegidas por affirmative actions, a verdadeira minoria é a maioria.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

16 DIAS DEPOIS ...


Após apenas 16 dias de sua posse, já são 2 os ministros de Obama (lá chamados de secretários) que caíram em função de corrupção e/ou ilicitudes, além de Nancy Killefer, figura que compõe o alto (diria altíssimo) escalão da administração obama:

1º. BILL RICHARDSON – CORRUPÇÃO – Secretário de Comércio (antes de assumir)
2º. NANCY KILLEFER – SONEGAÇÃO FISCAL (que nos EUA dá, inclusive, cadeia – vide
– Supervisora do setor da Presidência responsável pela fiscalização de gastos públicos
3º. TOM DASCHLE – SONEGAÇÃO FISCAL – Secretário de Saúde
Xº. TIMOTHY GEITHNER – SONEGAÇÃO FISCAL – esse não caiu pois é considerado, segundo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, essencial para o governo !?!?

Fonte Inicial:
(http://noticias.uol.com.br/bbc/reporter/2009/02/04/ult4909u7426.jhtm), sim, desse "jornal" chamado Folha de São Paulo, que declarou ser a recém constituição cesarista da Bolívia, cujos elementos tracei resumidamente no artigo "CONSTITUIÇÕES CESARISTAS - BOLIVIA, EQUADOR, VENEZUELA E CUBA.", um exemplo de Democracia (!?!), o EXATO oposto do que ela realmente é.

Isso sem falar de Rod Blagojevich, aliado de Obama, que foi pego tentando vender sua vaga no Congresso (e que conseguiu – o comprador, Roland Burris, assumiu a função dando a seguinte declaração: “Não é fantástico !”). Ou do milionário SÍRIO Antoin Rezko, que o ajudou a levantar dinheiro para sua campanha anterior. Ou de todos aqueles outros aliados de Obama, condenados ou em vias para, citados no artigo “ALERTA OBAMA - Dados compilados por Olavo de Carvalho”, logo abaixo.

Bem, isso não foge da realidade de um governo com tendências de esquerda, como o de Obama. Veja no artigo “REFORMA COMUNISTA E SEU MAIOR EMPREENDIMENTO !” por que me refiro a um governo com tendências de esquerda e nos artigos “ÉTICA DE ESQUERDA” e "ÉTICA DE ESQUERDA 2" o porquê isso tudo não foge da realidade.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

MACHO ALFA


A “grande mídia” é incrível! Consegue estar errada até mesmo quando o governo acerta. Lula, principal macho alfa da tropa, consciente disso e de que:

1. o emprego depende da necessidade de produzir – quanto maior a necessidade de produzir, maior o número de vagas de emprego;
2. a necessidade de produzir depende da existência de compradores
3. os compradores só são compradores quando consomem
4. o consumo é a chave para o emprego e a real distribuição de renda (vamos nos lembrar que não foi um bolsa família chinês que tirou 400.000.000 de pessoas da miséria naquele país nos últimos 15 anos, mas sim o muito bem aproveitado consumo norte-americano e europeu – que a sabedoria de esquerda tanto xinga de consumismo;
5. que as vendas brasileiras no mercado interno foram da ordem de 84% do total de vendas nos dois últimos anos (2006 e 2007)
6. que por conta disso, a crise em mercados compradores externos afetaria, na pior das hipóteses (hipotética, é claro), 16% de nossas vendas, motivo pelo qual os efeitos da crise no Brasil estariam mais ligados ao comportamento do mercado interno do país do que do externo;
7. que o sistema financeiro brasileiro está saudável e não seria infectado pelo vírus que iniciou toda a crise mundial;
8. que o Brasil tem comida, energia, água e commodities a la vonté

corretamente optou, dentre dois cenários incertos (o da “crise braba” e o da “marolinha”), pelo mais razoável tanto sob o aspecto econômico quanto sob o psicológico. E, diante da conhecida fragilidade da relação ‘estado de espírito-consumo-emprego’, assumiu o papel de macho alfa e tentou conduzir nós brasileiros com serenidade nesse período.

Mas é claro que no meio da tropa não poderiam faltar alguns jumentos (trocadilho com tropa, coletivo de cavalo) que, seguindo a risca o discurso internacional, papagaiaram (e continuam papagaiando) informações sem contextualizá-las com nosso cenário (ou tropicalizá-las, como gostam de dizer por aí). Quantas vezes não escutamos jornalistas (alguns até economistas) dizendo: “Imaginem se o Brasil vai ficar bem com o mundo em crise. Isso é um absurdo ! Parem de consumir, façam poupança.”. Hoje mesmo ouvi 10 minutos de propaganda eleitoral do Partido Democratas sobre a crise, em que o ápice do oportunismo típico do PT nos tempos áureos foi o conselho aos brasileiros para que poupem !! Pode haver responsabilidade num discurso de poupe-seu-dinheiro-pois-você-precisará-dele-quando-perder-o-seu-emprego-porque-o-poupou?

Bem, num país em que até a Igreja é majoritariamente de esquerda, não é difícil encontrar comportamentos assim, em especial quando eles começam a virar realidade.

INTERESSE PÚBLICO vs. DITADURA


Sabe porquê Hugobugo Chavez está mentindo descaradamente quanto às suas intenções pelo povo Venezuelano? Pelo seguinte:

1. a justificativa para a existência do Estado se apóia na necessidade de criar um espaço para a existência individual e o desenvolvimento da personalidade humana – para eu ser, preciso estabelecer uma relação entre: (i) liberdade minha e limitação dos outros e (ii) liberdade dos outros e limitação minha
2. a criação desse espaço demanda trabalho, cuja realização depende de instrumentos e de suas respectivas regras de uso, que considerados em conjunto formam o que chamamos de Estado, cujo responsável pela “mão na massa” podemos dizer ser a Administração Pública
3. a Administração Pública tem por meta (ideal), dentre outras, agir considerando sempre o grupo de homens que a legitimam
4. o que significa agir sempre em respeito ao interesse público, que deve ser supremo em relação ao interesse individual
5. para que a supremacia do interesse público não prejudique justamente a existência individual daqueles que a legitimam, essa supremacia deve, obviamente, ser limitada – é essa relação de supremacia e limite (restrição) que retrata o embate exposto acima entre: (i) liberdade minha e limitação dos outros e (ii) liberdade dos outros e limitação minha
6. a limitação da supremacia do interesse público sobre o privado está no fato da supremacia só poder existir na lei
7. o que em outras palavras significa dizer que um interesse público só é juridicamente supremo se inserido no Ordenamento Jurídico
8. se considerarmos que o Ordenamento Jurídico é composto por um conjunto de normas (em sentido amplo), dentre as quais destacamos o tipo chamado lei
9. podemos dizer que a lei é o elemento que estabelece que interesse público é realmente público e, portanto, supremo, resolvendo instrumentalmente o embate mencionado anteriormente

Dentro dessa lógica, para sabermos se estamos diante de um Estado que busca o bem público (interesse público), precisamos analisar a fonte do que qualifica algo como de interesse público: a LEI.

Se a lei, determinante do que é de interesse público (e, portanto, supremo):

1. é elaborada pelo próprio público, estamos diante de uma relação saudável e verdadeira entre (i) liberdade minha e limitação dos outros e (ii) liberdade dos outros e limitação minha – o bem público é definido pelo próprio público e sua execução está restrita a essa lógica,


2. não é elaborada pelo próprio público, como podemos dizer que o interesse que está sobrepondo o interesse do homem que só individualmente existe, legitimador da existência da própria estrutura estatal que o regula, é realmente público e não meramente o interesse de um homem (ditadura) ou de um grupo deles (oligarquia)?

Só existe instrumentação de interesse público e interesse privado nos Estados que são governados pela lei (Estado de Direito) e cujas leis são definidas pelo povo (Estado Democrático sem Ideologia Hegemônica).

Se isso é materialmente bom ou não, dependerá do povo que democraticamente escolherá o conteúdo de suas leis. O fato é que formalmente ainda não inventaram opção melhor ! E dá-lhe !

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

ÉTICA DE ESQUERDA 2


No artigo abaixo denominado “ÉTICA DE ESQUERDA” sugiro como explicação do comportamento paradoxal da esquerda que, consciente e concomitantemente, defende a ética e pratica o crime, a idéia (de esquerda, é claro) de que a finalidade por eles buscada (supostamente nobre) justificaria os meios empregados.

Em outras palavras, falhas morais, éticas e até crimes, quando cometidos pela esquerda, cuja hegemonia ideológica (Gramsci) insiste em dizer serem nobres seus ideais, podem ser “esquecidos” via relativização de valores como a vida, a liberdade, a ética, a moral, etc., momento em que atos criminosos podem ser tornar até atos nobres, românticos, justos.

Cesare Battisti é uma prova disso ! Mesmo diante:

1. de condenação por 4 homicídios em Tribunal

1.1 Constitucional (não estamos falando em uma corte criada para sua condenação)
1.2 Democrático (não estamos falando de um tribunal constitucional oriundo de uma constituição ditatorial)
1.3 em nação-mãe do direito processual civil (a Itália)

2. de comprovada filiação a grupo terrorista de esquerda (embora sua participação em atos terroristas não o seja – embora todos saibamos que ele não estava ali no grupo pregando botões)

3. de sabida manifestação do Supremo Tribunal Federal Brasileiro de que atos terroristas não constituem crime político, mesmo que o extraditando ainda não tenha sido por eles condenado: “os atos delituosos de natureza terrorista, considerados os parâmetros consagrados pela vigente Constituição da República, não se subsumem à noção de criminalidade política, pois a Lei Fundamental proclamou o repúdio ao terrorismo como um dos princípios essenciais que devem reger o Estado brasileiro em suas relações internacionais” STF – Pleno – Extradição n. 855-2, Rel. Min. Celso de Mello – Informativo STF n. 394, p. 4

4. da letra clara da Constituição Federal do Brasil, sim, a do Brasil, que em seu artigo 4º, inciso VIII, estabelece que: “A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;”, princípio que deve ser combinado aqui com a discricionariedade do chefe de Estado soberano em atender ou não a pedido de extradição;

nosso Ministro da Justiça, cujo nome precisa ser citado para que não se confunda com seu cargo – Tarso Genro, ASTUTAMENTE reconheceu Cesare Battisti como refugiado político (porque o Ministro, mesmo, não pode conceder asilo político), criando um falso impeditivo ao processo de extradição, já que: (1) o Brasil, tendo transformado em lei a Convenção de Genebra – 1951 – sobre refugiados (Lei 9474/97), qualificou juridicamente Cesare como refugiado (por motivos de perseguição política) e (2) a Constituição Federal, no artigo 5, inciso LII, estabelece que “não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião;”.

O falso impeditivo está justamente na impossibilidade de um Ministro de Estado, apoiado em lei federal, efetuar ato (declaração do refúgio político) que impeça o Chefe de Estado, apoiado na Constituição Federal, de exercer a soberania, que espero seja inspirada no artigo 4º, inciso VIII da própria Constituição, que estabelece que:

“Art. 4º. A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo”

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

VOCÊ SIMPATIZA COM O IDEAL DE ESQUERDA?

Se você simpatiza, ainda que bem pouco, com o ideal de esquerda, deve conhecer ao menos os dois fundadores do comunismo: Engels e Marx.


ENGELS - escreveu na "Nova Gazeta Renana", em janeiro de 1849, que quando a luta de classes ocorresse, haveria sociedades primitivas com atraso de até dois estágios (ele até deu alguns exemplos - bascos, bretões, escoceses, sérvios), por eles chamados de "lixo racial", que precisariam ser eliminadas

NOVA GAZETA RENANA



MARX - escreveu que os "povos inferiores”, como chamou o que julgou serem povos não preparados para a revolução, “devem perecer no holocausto revolucionário”.

Essas são apenas algumas das coisas que essas figuras tão apreciadas pela esquerda ESCREVERAM e DISSERAM publicamente. Estou apenas me limitando a essas afirmações nesse artigo pois elas são o marco de criação do genocídio como política de governo (engenharia social), aplicado por Stalin na Ucrânia - com resultados PIORES em quantidade e maldade que o holocausto dos Nazistas - e metodologicamente ENSINADO (pelo próprio regime do Stalin) à Alemanha nazista de Hitler, conforme diversos documentos descritivos da parceria de anos entre URSS e Alemanhã (vide artigo abaixo denominado "COMUNISTA NÃO TEM MORAL PARA XINGAR NINGUÉM DE FASCISTA !"), e que desembocou no holocausto dos Judeus.

Você acha que eu estou exagerando? Que o genocídio não é criação de esquerda! Que Nazismo e Socialismo são coisas completamente diferentes! Que Hitler e Stalin nunca fizeram parceria coisa alguma, muito menos uma em que Stalin ensinou a Hitler métodos de genocídio ! Que Hitler chegou ao poder sem a ajuda da esquerda, que por ordem de Stalin, deixou de fazer oposição para passar a ajudá-lo ! Que o nome do partido nazista liderado pelo Hitler (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães) é mera coincidência ! Que Hitler não tentou mudar o nome do seu partido para "Partido Social Revolucionário" (http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Nacional_Socialista_Alem%C3%A3o_dos_Trabalhadores#Origens)? Então vou deixar que as imagens dos cartazes de propagandas de Hitler e de Stalin (sempre nessa ordem) digam tudo:



Para maiores esclarecimentos, (1) mantenho recomendação de livro que fiz em artigo publicado aqui em 08.09.08: "Comunismo", de Richard Pipes, Ed. Objetiva, e (2) acrescento link para excelente filme sobre o assunto - The Soviet Story:

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

ÉTICA DE ESQUERDA


PROPOSTA

Gostaria de lançar uma suspeita (porque decorrente da minha experiência e não de estudo metodológico) e perguntar aos leitores se compartilham dela ou não.

SUSPEITA

A moral e a ética, se não têm conteúdos diferentes, têm aplicabilidade mais branda para quem é ou se intitula de esquerda.

ORIGEM DA SUSPEITA

Minha suspeita, ou se me permitirem, meu pensamento decorreu de uma questão muito simples, que é a seguinte: por que existe tanta corrupção e criminalidade na esquerda? Vamos só nos recordar de quantos ministros e figorões caíram nesses últimos anos no governo Lula, além dos que ficaram implicados, e de quantas milhões de pessoas foram assassinadas mundo a fora.

Se não gostaram da pergunta, lanço outra: como a esquerda, diante de todo esse histórico de corrupção e criminalidade, consegue manter o dedo acusador apontado em discussões sobre ética e planejamento?

EXPERIÊNCIA

Da maioria das conversas que tive com pessoas de esquerda, saí com a impressão de que eles tinham uma forte convicção (quase que missionária) de que eram portadores de grandes e nobres preocupações, o que em um dado momento fui constatar se tratar do velho e conhecido brocardo "enquanto o capitalista se preocupa com o lucro, o comunista se preocupa com a sociedade".

Interessante como essa autointitulação de nobreza impregnou a ação de esquerda de justificativas que sempre serviram em defesa das falhas que vinham a tona. "Hei, veja bem, tem esse "errinho" aqui, você tem razão, mas é por uma boa causa."

CONCLUSÃO

A conclusão, do somatório de experiências que tive, é a de que falhas morais, éticas e até crimes, (1) quando cometidos pela esquerda, se justificam na busca da sociedade perfeita; (2) quando cometidos pela direita, se justificam na "busca do lucro" (ou seja, não se justificam), criando a falsa impressão de que é correto e normal relativizar valores como a vida, a liberdade, a ética, a moral, etc., pela busca de um fim nobre, transformando até mesmo atos criminosos em atos nobres, românticos, justos, pelo simples fato de buscarem esse algo nobre, como pensa, inclusive, grande parte dos criminosos no Brasil, que já chegaram até a chamar sequestro* de trabalho justo para mudar a situação (vejam o documentário "Manda Bala"), diante do que não posso concordar com a tolerância da esquerda com a criminalidade (e grande parte dos Direitos Humanos faz basicamente isso atualmente) em nome de um fim nobre, em especial quando é nítido que esse fim nobre, para não ser conservador, acaba sendo criado dentro da cabeça de cada um da forma que melhor justifica os seus próprios tiros (de palavras ou de balas).

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE


"Até na doutrina social da Igreja foi-se [o doutrinador do Direito] procurar inspiração para instituir ... o princípio da subsidiariedade, pelo qual o Estado só deve atuar quando o particular não tiver condições de atuar sozinho, hipótese em que deve estimular, ajudar, subsidiar a iniciativa privada." (gn) PIETRO, Maria S. Z in Direito administrativo, 21ª edição, São Paulo, Editora Atlas, 2008, p. 26
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Percebam que estamos falando da Doutrina Oficial da Igreja - referências doutrinárias pela própria autora mais abaixo - e não dessa balela que é a Teologia da Libertação, que ao invés de pregar a criação de condições para que o particular possa "atuar sozinho", faz exatamente o contrário e, utilizando-se da estrutura de argumentação comunista, defende a formulação de uma estrutura de instituições que criam um particular dependente. E ela continua:
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"O princípio da subsidiariedade, embora bem anterior à nova concepção de Estado de Direito Democrático, assume agora importância fundamental na definição do Estado. Ele se desenvolveu em fins do século XIX e começo do século XX, dentro da Doutrina Social da Igreja, principalmente pelas Encíclicas Rerum Novarum (1891), de Leão XIII, Quadragesimo Anno (1931), do Pap Pio XI, Mater et Magistra (1961), de João XXIII*, e, mais recentemente, Centesimus Annus (1991), de João Paulo II." [assessorado pelo atual papa Bento XVI]
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"Aplicação do princípio da subsidiariedade, com as seguintes consequências:
  • privatização de empresas estatais,
  • privatização de atividades antes consideradas serviços públicos,
  • ampliação da atividade de fomento,
  • ampliação das formas de parceria do setor público com o setor privado e
  • crescimento do terceiro setor."
PIETRO, Maria S. Z in Direito administrativo, 21ª edição, São Paulo, Editora Atlas, 2008, p. 35
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Além dessas consequências, transcrevo também outra importante conseqüência, hoje bastante distorcida no Brasil, da Doutrina Social da Igreja, constatada pelo Professor Sérgio Pinto Martins (maior nome em Seguridade Social no Brasil):
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"A Constituição de 1937 muda a denominação anterior, passando a empregar a expressão seguro social (art. 137, m e n). Adota a denominação utilizada pela doutrina social da Igreja Católica." MARTINS, Sérgio P. in Direito da seguridade social, 26ª edição, São Paulo, Editora Atlas, 2008, p. 18
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*É do mesmo papa [João XXIII] uma das definições de BEM COMUM (que é finalidade e, portanto, elemento da própria sociedade), consideradas mais avançadas e libertadoras que existe, nesse mesmo sentido de liberdade ("atuar sozinho") do particular: "O bem comum consiste no conjunto de todas as condições de vida social que consintam e favoreçam o desenvolvimento integral da personalidade humana", deixando nas mãos de cada particular o como, o quando e o quanto esse desenvolvimento será feito. PAPA JOÃO XXIII, Encíclica Pacem in Terris, II, 58

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

VOCÊ ACREDITA EM PAPAI NOEL? E EM DEUS?


Quem tá achando que essa baboseira propagada por Richard Dawkins, Christopher Hitchens, e cia. limitada é novidade tá por fora. O discurso é velho e já foi filosoficamente superado há muito tempo.

Sexto Empírico, em seu "tratado" denominado "Argumentos Contra a Crença em Deus", dizia basicamente que a existência de Deus, por não ser auto-evidente, demandava prova, ao que o filosofo Bertrand Russell, em seu livro History of Western Philosophy, 2a edição, London, Routledge, 2000, p.248, complementa dizendo que "existe um argumento um tanto confuso para dizer que nenhuma prova é possível", antecipando parte do argumento que de confuso não tem nada e derruba a velha perguntinha cética do: "hey, você acredita em papai noel, em duende, em unicórnio (o Richard Dawkins adora esse)? Então por que acredita em Deus?"

E o argumento parte do bom senso intelectual de que não podemos colocar papai noel e Deus no mesmo saco já que:

(1) PAPAI NOEL é um "fenômeno" SEM PROVA mas PASSÍVEL DE PROVA (se papai noel existe, assim como se um unicórnio existe, sua existência é passível de prova - poderíamos procurá-lo e encontrar uma prova científica em algum lugar, por mais difícil que fosse), enquanto

(2) DEUS é um "fenômeno" SEM PROVA e SEM POSSIBILIDADE DE PROVA (já que, como todos sabemos, APENAS o que "veio a existir" a partir do Big Bang (E=mc2) é passível de prova (que é, inclusive, o típico objeto da ciência) e Deus, obviamente, não "veio a existir" materialmente, sob pena de Deus ser outro e a regra lógica ser mantida.

Por isso, já há muito tempo querer uma prova científica da existência de Deus é uma posição tão estranha quanto a de não ficar com a pulga atrás da orelha quando o assunto é papai noel. Por isso lhe pergunto: você ainda acredita em papai noel, unicórnio e na necessidade de prova científica de Deus?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

HUMANISTAS SECULARES E RELIGIOSIDADE

Humanistas Seculares, resumindo a definição de Julian Huxley (sim, o irmão de Aldous Huxley, que escreveu Admirável Mundo Novo), são pessoas que, ao não encontrarem provas científicas da existência de Deus (da mesma forma como ocorre em relação ao Papai Noel), concluem não poder acreditar em Deus. Humanistas Seculares não têm como meta provar que Deus não existe, mas apenas dizem que não podem humanamente (racionalmente) acreditar que Ele exista sem que possam acessar uma única prova. Como resultado disso, Humanistas Seculares acreditam que o Homem é fruto da biologia tanto quanto qualquer outro ser vivo e que não há nenhuma força superior acompanhando seu destino, motivo pelo qual o Homem é a principal referência para si próprio. Nas palavras de Paul Kurtz, editor da maior revista humanista dos EUA e autor do Manifesto Humanista, Humanistas Seculares são melhor definidos como Céticos do que como Ateus.

Religiosos, ao contrário de Ateus e Humanistas Seculares, têm uma postura afirmativa e dizem que Deus existe. E é justamente desse antagonismo que nasce um caloroso debate entre Religiosos, de um lado, e Ateus / Humanistas Seculares, de outro.

O debate sobre o tema é perfeitamente válido afinal, por que o Homem deveria deixar de falar justamente de uma das questões mais importantes da Humanidade: de onde viemos? O problema não reside em discutir ou não o tema, mas em qual instrumento deve ser utilizado para se chegar a melhor resposta à pergunta "de onde viemos?".

Poderíamos pensar que os debatedores, pela breve introdução acima, se dividiram entre os que defendem o uso da razão como instrumento para se chegar mais próximo da resposta e os que defendem o uso da fé. Surpreendentemente, porém, são os religiosos (aqui me limito ao posicionamento da Igreja Católica, que financia estudos científicos pela Pontifícia Academia de Ciências e pela Specola Vaticana) que atualmente trafegam pelo grupo dos que defendem a razão como instrumento para se chegar a uma resposta.

Eu também não poderia deixar de concordar que, diante do método filosófico (que é a própria Filosofia) criado por Sócrates para quebrar concepções em partes cada vez menores até se atingir evidências a partir das quais chegaríamos a concepções melhores do que as que acabamos de quebrar, a racionalidade é o melhor instrumento para se pensar o tema.

Por esse motivo, elejo a razão como instrumento para, neste artigo, buscar os argumentos mais consistentes sobre a existência de Deus: os religiosos ou os humanistas; entendendo “razão” como sendo a combinação (lógica) de evidências - cientificamente descobertas - com o objetivo de se aferir um dado resultado, o que em outras palavras (e em sentido contrário) significa que partiremos da ciência para falarmos de Deus.

Existem três (3) evidências científicas que levam a Ciência a concluir que a melhor teoria para explicar a origem do Universo é a Teoria do Big Bang. As evidências científicas são: (1) a expansão do Universo, (2) o Eco Radioativo e (3) a Segunda Lei de Termodinâmica. Segundo elas, o Universo (que significa tudo o que existe) em um dado momento passou a existir. Ocorre que cientificamente nada passa a existir sem causa, ou seja, as coisas não surgem do nada.

A segunda Lei de Termodinâmica diz, em linguajar bem simples, que a quantia de energia no Universo está diminuindo. Se o Universo sempre existiu (não teve começo), ele não poderia, perdendo energia como provado pela termodinâmica, existir. Logo, ele teve que ter tido um começo como regra lógica para a existência da própria lei cientificamente evidenciada.

Diante disso tudo, perguntaria: O que é mais racional: (1) dizer que a matéria passou a existir (Big Bang) do nada sem causa alguma?; (2) negar o Big Bang para dizer que a matéria sempre existiu, derrubando a Segunda Lei da Termodinâmica de sopetão, e fugir da afirmação anterior?; ou (3) dizer que a matéria passou a existir do nada com uma causa que, ao não poder explicá-la - pois essa causa não passou a existir junto ao Universo -, damos o nome de Deus?

Os Humanistas Seculares, os Ateus e (tomo a liberdade de incluir) os filhos do Iluminismo preferem dizer (i) ora que a matéria surgiu do nada (Big Bang) sem causa (E=mc2 sem causa), (ii) ora dizer que o Big Bang, a despeito das 3 evidências científicas acima, é uma balela, assim como é uma balela a segunda lei evidenciada da termodinâmica, pois a matéria sempre existiu, dispensando Deus, e (iii) ora dizer que Deus não pode existir como algo acausal enquanto, ao dizer isso, joga o próprio Universo como algo acausal seja por ter sempre existido (sem causa inicial), seja por ter surgido de um Big Bang sem causa ...

Os Religiosos, ao contrário, buscam conciliar a teoria científica do Big Bang com a Lei de que nada surge do nada. A idéia religiosa (novamente aqui me limito ao posicionamento da Igreja Católica, que financia esses estudos científicos pela Pontifícia Academia de Ciências e pela Specola Vaticana) é a de que a Segunda Lei da Termodinâmica é válida, o que torna a Teoria do Big Bang aceitável, e, sendo também válida a Lei Física de que tudo que vem a existir necessariamente tem uma causa, a causa do Big Bang é uma causa que não veio a existir materialmente (e leia-se aqui – matéria e energia – E=mc2) – do contrário exigiria uma causa anterior e eterna não material. Essa causa, para os religiosos, é Deus.

Percebe-se que nenhum deles tem uma resposta racionalmente definitiva, mas nosso propósito era encontrar quem tem a proposta mais racional quanto à nossa origem. Religiosos ou Humanistas Seculares / Ateus? Eu deixo essa resposta para você !

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

PLANO BARUCH


Para aqueles que ao criticar o uso que tem sido feito da energia nuclear nesses últimos 60 anos atribuem os males anotados às nações capitalistas, em especial aos EUA, típica “des”argumentação de esquerda, não custa nada lembrar o homem “solidário” do infelizmente desconhecido Plano Baruch (não há, por exemplo, sequer uma rápida definição do plano em língua portuguesa no Wikipedia – 06.01.09), plano APRESENTADO pelos EUA, então único detentor da tecnologia, em 17 de julho de 1946, “visando a internacionalização do átomo, através do controle, pela organização das Nações Unidas, de todos os aspectos da política nuclear, inclusive a produção de urânio e tório” e REJEITADO pela URSS, fato, inclusive, considerado como início da Guerra Fria – CAMPOS, Roberto A lanterna na popa, v. 1, 4ª edição, Rio de Janeiro, Editora Topbooks, 2001, p.92/93, 103 e 114.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

UNE - O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM OS NEURÔNIOS DOS ESTUDANTES BRASILEIROS???


LÚCIA STUMPF

Lúcia Stumpf, filiada ao PCdoB, “com visível orgulho, ela se define como uma jovem socialista” (http://www.une.org.br/home3/ja_foi_noticia/m_9864.html), desde antes de assumir a presidência da UNE, apoiava as medidas de Hugobugo Chávez de restrição a liberdade na Venezuela
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JULIO SOTO

Outubro 2008

Julio Soto, presidente da Federação de Centros Universitários da Universidade de Zúlia e militante do partido de oposição Um Novo Tempo (UNT), líder estudantil e opositor do governo venezuelano foi assassinado nessa quarta-feira, dia 01/10/08, vítima de disparos na cidade de Macaraibo (foram 20 disparos no carro), a 700 km de Caracas, conforme informações da polícia local. Ele ajudou a organizar protestos contra emendas na Constituição propostas pelo presidente Hugo Chávez.

CARACAS

Setembro 2008

A capital da Venezuela aparece no topo da lista das cidades com maior número de assassinatos do mundo, conforme levantamento concluído agora, em setembro de 2008, pela organização Foreign Policy (http://www.foreignpolicy.com/story/cms.php?story_id=4480)

YON GOICOECHEA

Veja, Julho de 2008

Yon Goicoechea, líder estudantil na Venezuela, ganhou em junho, por sua luta a favor da democracia, um prêmio de US$ 500.000,00 do instituto americano Cato, com sede em Washington. Por ser ameaçado de seqüestro e até de morte pelos chavistas, ele não sai mais sozinho na rua e troca o número do seu celular a cada quinze dias (para evitar ser grampeado). Ele critica movimentos estudantis que recebem dinheiro do governo (como o que ocorre no Brasil, by the way) e é contra invasões de reitoria como forma de protesto (o que não demonstra nada mais do que o mínimo de civilidade, maturidade e profundidade intelectual). Vejamos o que ele tem para dizer:

"Veja – Líderes estudantis brasileiros, sobretudo aqueles ligadas à União Nacional dos Estudantes (UNE), já declararam apoio incondicional ao presidente Hugo Chávez. Eles também estão sendo mais ideológicos do que pragmáticos?"

"Goicoechea – Sem dúvida. Acho indefensável que haja no movimento estudantil brasileiro líderes que saiam em defesa das práticas autoritárias do governo venezuelano. Prefiro acreditar que eles fizeram isso por um profundo desconhecimento das reformas propostas por Chávez. SE ESTIVESSEM MAIS BEM INFORMADOS, ESSES ESTUDANTES BRASILEIROS NÃO TERIAM TOMADO UMA POSIÇÃO QUE VAI DE ENCONTRO À DIVERSIDADE DE OPINIÕES E ÀS LIBERDADES INDIVIDUAIS. COMO SER A FAVOR DE REFORMAS QUE TIRARIAM DAS PESSOAS DIREITOS TÃO BÁSICOS, COMO O DE ESCOLHER SEUS GOVERNANTES E ATÉ O DE OPTAR PELA PROFISSÃO QUE DESEJAM SEGUIR? NÃO FAZ NENHUM SENTIDO QUE ESTUDANTES TENHAM SIMPATIA POR TAIS IDÉIAS." (gn)

domingo, 5 de outubro de 2008

IGREJA E ESCRAVIDÃO


Como tem muita gente que diz que a Igreja apoiou a escravidão nas Américas, vai aqui um dado histórico:

"'É incrível' comenta Roy Nash - 'que a simples idéia de ter quem lhes fizesse o trabalho de todos os dias avassalasse tão completamente homens fortes, enérgicos e capazes. O Papa Urbano VIII decretou, em 1639, a mais severa sanção da Igreja contra quem quer que escravizasse um índio, convertido ou não. Quando a Bula da Excomunhão foi lida no Rio de Janeiro, o povo derrubou as grades do Colégio dos Jesuítas e teria assassinado os missionários paraguaios se não fosse a intervenção do Governador; em Santos, derrubaram o Vigário-Geral quando lia a Bula e pisaram-no juntamente com o documento; em São Paulo os jesuítas foram expulsos da cidade'".
MOOG, Vianna, Bandeirantes e pioneiros, Rio de Janeiro, 18a edição, Editora Civilização Brasileira, 1993, p. 119
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Já desde 1537 (37 anos, portanto, após o início da colonização do Brasil) a Igreja afirmava que os índios eram verdadeiros homens:
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"(...) Bula do Papa Paulo III, emitida em 1537, que declarara os índios como 'verdadeiros homens'" GALEANO, Eduardo, As veias abertas da américa latina, 48a edição, São Paulo, Editora Paz e Terra, 2008, p. 62
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Dizia a referida bula:
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Los Papas no tardaron en reaccionar. El 2 de junio de 1537, (...) el Papa afirmaba solemnemente: «Resueltos a reparar el mal cometido, decidimos y declaramos que estos indios, así como todos los pueblos que la cristiandad podrá encontrar en el futuro, no deben ser privados de su libertad y de sus bienes — sin que valgan objeciones en contra —, AUNQUE NO SEAN CRISTIANOS, y que, al contrario, deben ser dejados en pleno gozo de su libertad y de sus bienes». (http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_19881103_racismo_sp.html)